Um movimento político em Minas Gerais passou a repercutir diretamente no cenário das alianças no Ceará e pode aproximar o União Brasil do PT no Estado. Alinhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o senador Rodrigo Pacheco está deixando o PSD para disputar o Governo de Minas pelo União Brasil, com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A permanência de Pacheco no PSD tornou-se inviável após o partido, presidido por Gilberto Kassab, filiar o vice-governador de Minas, Mateus Simões, que pretende ser candidato ao governo estadual. Simões deve assumir o comando do Executivo mineiro em março, quando o atual governador, Romeu Zema (Novo), deixará o cargo para disputar a Presidência da República.
UNIÃO BRASIL COM O PT
O nome de Rodrigo Pacheco é defendido pelo presidente Lula como o palanque ideal em Minas Gerais para o projeto de reeleição presidencial. O senador, no entanto, resistia à ideia justamente por não dispor de um partido que viabilizasse sua candidatura, impasse que começa a ser superado com sua migração para o União Brasil.
A montagem desse palanque em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, amplia a possibilidade de reaproximação nacional entre União Brasil e PT, abrindo caminho para acordos regionais. No Ceará, essa movimentação já encontra eco.
VOZ FAVORÁVEL AO PT
Há poucos dias, o deputado federal Moses Rodrigues afirmou trabalhar para assumir o comando da Federação União Progressista no Ceará. A Federação é formada pelo UB a e o PP.
Segundo Moses, a estratégia é conduzir o bloco partidário para uma aliança com o PT no Estado. Moses elogiou a trajetória política do Ministro Camilo Santana e disse que, independente dos rumos do União Brasil, irá trabalhar pela reeleição do Governador Elmano de Freitas.
