Leitos de UTI para síndrome respiratória caem para pouco mais de 3 mil

 
















O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) cobrou neste sábado, 6, a liberação de 5,2 bilhões de reais do governo federal para políticas de enfrentamento à Covid-19 e disse que a falta de recursos tem afetado consideravelmente o número de leitos em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) destinados a pacientes com síndrome respiratória aguda grave. Pelos cálculos do Conass, em dezembro, quando ainda havia financiamento de leitos pelo Ministério da Saúde, estavam em uso 20.770 vagas de UTI, sendo 12.003 bancadas pelo governo federal.



Em dezembro, porém, quando a pandemia dava sinais robustos de aceleração e o número de mortos no Brasil se aproximava da casa de 200.000, os recursos extraordinários para o enfrentamento do vírus expiraram, e um importante efeito imediato, diz o Conass, foi a queda no número de leitos de UTI. O fim dos recursos, afirma o conselho, levou à baixa dos leitos para 7.717 em janeiro de 2021 e para apenas 3.187 em fevereiro. “Tal situação exige a urgente habilitação de leitos e a garantia do financiamento necessário a seu funcionamento, inclusive para a contratação de recursos humanos”, declarou o Conass, em nota, neste sábado.


Nesta sexta 5, o Brasil chegou a 230.127 mortes e 9.449.088 casos por Covid-19 desde o início da pandemia. O país contabiliza 16 dias seguidos de média móvel de mortes acima da casa das mil pessoas. 


“O Conass espera que a solicitação do Ministério da Saúde ao Ministério da Economia para o aporte R$ 5,2 bilhões destinados a enfrentar a Covid-19 em 2021 seja bem sucedida e acatada com urgência. Somente assim poderemos seguir com as ações de saúde frente à emergência sanitária que enfrentamos”, disse. 


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