Avanço da Covid: superlotação de hospitais pode levar Grande Fortaleza a um novo lockdown

 







Os números sobre à mesa das autoridades estaduais de saúde podem empurrar o Ceará para um novo lockdown. As restrições para circulação de veículos e pessoas podem ser o caminho para o controle do avanço da pandemia da Covid-19, principalmente, nas cidades da Região Metropolitana de Fortaleza.

As atenções passaram a ser redobradas desde a última sexta-feira (12), quando os dados sobre a curva da doença apresentaram números ainda mais preocupantes. Os números divulgados, nesta segunda-feira (15), retratam esse quadro com sinais de desespero: a rede hospitalar com quase todos os leitos de UTIs lotados – tanto na Grande Fortaleza quanto nas maiores cidades do Interior.

As barreiras sanitárias podem contribuir para estabilidade na quantidade de pessoas com a Covid-19, mas, na avaliação das autoridades de saúde, as iniciativas adotadas até o momento passaram a ser consideradas insuficientes para barrar a propagação da doença. Os maiores sinais de preocupação estão na porta de entrada dos hospitais públicos e particulares: a cada momento, as unidades de saúde recebem mais pacientes com quadro clínico que exige tratamento ainda mais urgente.

O Governo do Estado não admitiu, por enquanto, a possibilidade de lockdown, mas, nas últimas duas semanas, adotou medidas que sinalizaram a necessidade de maior distanciamento social. Simultânea a essas ações, o Governador Camilo Santana (PT) conversou, no último sábado, por telefone, com o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, expôs o quadro crítico da pandemia no Ceará, e pediu o credenciamento de novos leitos de enfermaria e UTIs.

Camilo, ao lado dos Chefes de Executivos Estaduais e do Distrito Federal, participa, nessa quarta-feira, de reunião do Fórum dos Governadores com representantes do Governo Federal para discussão sobre novas medidas para barrar a pandemia e, principalmente, agilidade na aquisição de vacinas contra à Covid-19. Em resumo: o quadro é ainda mais preocupante do que os momentos mais difíceis enfrentados no ano de 2020. 


   CEARÁ AGORA 

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