Com vitória de Sarto, briga pela Presidência da Assembleia é deflagrada; Zezinho larga na frente

 

O embalo da vitória da filha Aline para Prefeitura de Massapê e o resultado do segundo turno da eleição na Capital entusiasmaram o Secretário de Cidades do Estado, Zezinho Albuquerque (PDT), a revelar que está em campo para voltar à Presidência da Presidência da Assembleia Legislativa. A confissão de Zezinho surpreendeu e animou os correligionários.

O tabuleiro montado pelo Secretário de Cidades começou logo após o primeiro turno das eleições e passou a ser real, nesse domingo (29), com a confirmação da vitória de José Sarto à Prefeitura de Fortaleza.

Atual presidente da Assembleia Legislativa, Sarto renunciará ao mandato parlamentar logo após a diplomação para assumir o cargo de prefeito no dia primeiro de janeiro de 2021. Com a saída de Sarto, o primeiro Vice-presidente Fernando Santana (PT) passa a comandar o Legislativo. Fernando é um nome também que está na briga pela Presidência.

Homem de confiança da cúpula estadual do PDT, Zezinho exerceu, por três mandatos consecutivos, o cargo de presidente da Assembleia Legislativa. O último mandato no comando da Mesa Diretora foi marcado por uma disputa inesperada e que exigiu a intervenção do Governador Camilo Santana (PT) e do hoje senador Cid Gomes (PDT).

Sem conseguir unir a bancada de aliados ao Palácio da Abolição na luta, em 2016, para o terceiro mandato de presidente, Zezinho Albuquerque recebeu um golpe com o surgimento da candidatura do colega de partido Sérgio Aguiar, estimulado pelo então presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Domingos Filho.

Zezinho, após uma movimentação que atraiu para a base governista deputados do MDB ligados ao então senador Eunício Oliveira, ganhou a disputa contra Sérgio Aguiar. O conflito provocou a extinção do TCM e o rompimento de Domingos Filho com o Palácio da Abolição. Hábil e sem expor mágoas, Domingos se reaproximou, em 2018, do Governador Camilo Santana e do grupo liderado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes. As articulações levaram o PSD a integrar a aliança puxada pelo PT e PDT que reelegeu Camilo Santana. O PSD se mantém na aliança com o PT e o PSD e sai das eleições municipais com 28 prefeitos eleitos.   


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