Senador Davi Alcolumbre, ao lado do deputado federal Mauro Filho, quando anunciava a liberação de recursos extras de Medida Provisória. Foto: Reprodução/TV Senado.










Estados e municípios brasileiros ganharam, pelo persistente trabalho do deputado federal Mauro Benevides Filho (PDT), um alívio financeiro de pouco mais de R$ 6 bilhões, nos próximos meses, a título de recuperação das perdas de recursos ocasionadas pela retração econômica nos meses críticos do avanço do coronavírus no Brasil. Este montante de recursos, não fosse a atuação do parlamentar cearense, deixaria de chegar aos cofres dos estados e das prefeituras, por falta de amparo legal.
Governo Federal editou uma Medida Provisória, pouco depois do início da pandemia do coronavírus tomar conta do País, paralisando grande parte das atividades econômicas, abrindo um crédito de R$ 16 bilhões para socorrer, nos meses de março, abril, maio e junho, todas as unidades federadas sensivelmente abaladas com a queda das liberações constitucionais (Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Do total da ajuda, contudo, por razões inexplicáveis, só R$ 10 bilhões foram liberados.
Medida Provisória perderia sua validade na última quinta-feira (30). Não houvesse a mobilização do deputado Mauro Benevides, tanto na Câmara quanto no Senado, para a aprovação do projeto de conversão dela, como registrou o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, os R$ 6 bilhões retornariam ao erário federal e os estados e municípios perderiam tão considerável ajuda.
Alcolumbre, presidindo a sessão virtual do Senado, quarta-feira passada (29), com Mauro Benevides ao lado, antes de colocar a matéria em votação, ressaltou a ajuda dada pelo parlamentar cearense para “construir esse projeto”, incluindo a articulação que ele fez com o pessoal do Ministério da Economia. Alcolumbre também disse do interesse que o senador Cid Gomes, o relator da matéria, no momento da aprovação da proposição que, após sancionada pelo presidente Bolsonaro, garantirá a liberação de até R$ 2,8 bilhões para os estados e o Distrito Federal, e de aproximadamente R$ 3,4 bilhões para os municípios nos próximos meses.
Um projeto de lei de Benevides, que redundará na liberação R$ 177 bilhões de recursos presos a fundos, ainda o faz permanecer na Câmara dos Deputados. Mauro tem compromisso com o governador Camilo Santana, de quem foi secretário da Fazenda, no seu primeiro mandato, de reassumir o comando da secretaria de Planejamento do Estado, cargo que assumiu no início do segundo Governo Camilo, mas o retorno está sendo adiado em razão da pauta de votações do Congresso Nacional, inclusive a desse seu projeto dos R$ 177 bilhões.
Benevides experimenta, pessoalmente, um grande momento no ambiente político da economia brasileira. No Congresso Nacional, pelo demonstrado até aqui, ele pode ajudar bem mais o Ceará e o Governo Camilo, do que estando no secretariado estadual, onde, indiscutivelmente, já deu uma significativa colaboração no comando do Planejamento e da Fazenda, em administrações anteriores, sem contar com a rápida arrumação dada nas finanças de Fortaleza, quando titular da Pasta.
bancada federal cearense não deve ser desfalcada de um parlamentar com as qualidades do deputado Mauro Benevides Filho, principalmente neste momento em que se fala muito de reformas, inclusive a Tributária, matéria em que ele é Mestre. Lembremos da importância do trabalho desenvolvido em favor do Nordeste, na Constituinte, dos deputados cearenses Firmo de Castro e Osmundo Rebouças, no grupo do outro cearense senador Virgílio Távora.
Estes cearenses, com outros bons nordestinos, garantiram algumas conquistas para o Nordeste, graças aos conhecimentos que detinham e a determinação de trabalhar pela redução das diferenças regionais dentro do Brasil, ainda deveras considerável. Agora, quando se discute a Reforma Tributária, que com a Reforma Política, sempre foram apontadas como imprescindíveis para o desenvolvimento econômico e político nacionais, inadmissível um conhecedor profundo da questão, influenciador, como ficou demonstrado na recuperação desses R$ 6 bilhões para os estados e municípios brasileiros, ficar fora do debate e da defesa dos interesses estaduais 
Jornalista Edison Silva 

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