Brigas locais tendem a ser temas de pronunciamentos e embates na Assembleia Legislativa. Foto: ALECE.
Deputados estaduais e federais têm apresentado seus nomes para a disputa eleitoral deste ano, em alguns municípios cearenses. Aqueles que não se colocaram como pretensos candidatos, porém, têm influência em diversas prefeituras em todo o Estado e devem participar ativamente da campanha. O interesse de parlamentares nas eleições para prefeito deve reprisar os já recorrentes embates políticos na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará com foco em embates paroquiais. A tribuna da Câmara Federal também tende a ser utilizada por alguns dos postulantes.
Como em disputas passadas, a participação direta de parlamentares no pleito eleitoral motivará embates políticos nas tribunas das casas legislativas, em especial na Assembleia do Estado, onde se encontra o maior número de deputados com espaço para uso da tribuna e interesse direto no pleito deste ano. Aliados de postulantes também deverão utilizar o púlpito para defesa de alguns e críticas a outros.
E isso já aconteceu em posicionamentos recentes de alguns parlamentares, principalmente, após o vazamento de um áudio em que o deputado estadual Bruno Gonçalves (PL) é flagrado negociando votos e apoios com um pré-candidato a vereador de Fortaleza. O assunto foi levado para sessão da Câmara Federal pela pré-candidata a prefeita, Luizianne Lins, e para a tribuna da Assembleia pelos deputados Soldado Noelio (PROS), Osmar Baquit (PDT) e Queiroz Filho (PDT).
Fortaleza continua sendo a cidade que tem chamado maior interesse de deputados estaduais e federais para o pleito municipal, marcado para acontecer no dia 15 de novembro. Pelo menos 11 parlamentares demonstraram interesse em disputar as eleições deste ano na Capital. No enanto, somente cinco ou seis devem confirmar, de fato, candidatura durante as convenções partidárias.
Já foram apresentados como pré-candidatos os nomes dos deputados estaduais Renato Roseno (PSOL), Heitor Férrer (SD), Walter Cavalcante (MDB),  Leonardo Araújo (MDB), José Sarto (PDT) e Salmito Filho (PDT), estes últimos sendo avaliados internamente pelas lideranças do partido. No caso dos emedebistas, os dois têm tentado se viabilizar como nome da legenda, mas o destino do partido ainda é incerto.
Os deputados federais Capitão Wagner (PROS), Luizianne Lins e Célio Studart (PV) já realizaram, inclusive, eventos oficiais confirmando suas pré-candidaturas. Heitor Freire (PSL) tem tentado convencer a direção do seu partido da importância de lançar candidatura própria, o que ainda não vingou. Idilvan Alencar (PDT), assim como Sarto e Salmito, está na lista dos quadros pedetistas sendo avaliados pela direção municipal.
No entanto, apesar da quantidade de pretensos candidatos em Fortaleza oriundos do Parlamento, o acirramento na Capital não se compara ao que ocorre historicamente entre outras cidades do Interior do Estado. No município de Iguatu, na Região Centro-Sul, por exemplo, o deputado estadual Agenor Neto (MDB) se prepara para enfrentar, outra vez, um membro da família Sobreira.
O nome que até então estava cotado para a disputa era o da ex-deputada Mirian Sobreira, que inclusive filiou-se ao PT, para viabilizar uma candidatura mais próxima do ex-presidente Lula. No entanto, ainda não é certo que ela será a candidata. Seu filho, o deputado Marcos Sobreira (PDT),  pode ser a indicação do grupo político. O acirramento político em Iguatu é histórico, e nas últimas edições do pleito foi protagonizado pelas famílias de Agenor e Mirian.
No município de Maracanaú não é diferente. O deputado Júlio César Filho (Cidadania), sabendo da importância da disputa à Prefeitura da cidade, pediu licença para enfrentar o ex-prefeito, ex-vice-prefeito e atual deputado federal licenciado, Roberto Pessoa, do PSDB. O confronto entre os dois grupos políticos sempre foi visível nas posições antagônicas de Júlio com a filha de Roberto Pessoa, a deputada estadual Fernanda Pessoa (PSDB), no Plenário 13 de Maio.
Em Tauá, o grupo político da família da deputada Patrícia Aguiar e do filho dela, o deputado federal Domingos Neto, ambos do PSD, vai enfrentar os aliados do deputado Audic Mota (PSB), mais precisamente o irmão dele, Dr. Edy. Patrícia é o nome defendido pelo marido, o ex-deputado e ex-conselheiro, Domingos Filho.
Conflitos
Em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), estão cotados para a disputa majoritária os deputados Elmano de Freitas (PT) e Vitor Valim (PROS). Apesar de não ser candidata, a deputada Érika Amorim (PSD) estará participando ativamente das discussões na cidade, já que é esposa do atual prefeito, Naumi Amorim, que tentará reeleição.
Nas eleições de 2018 novos conflitos surgiram entre alguns parlamentares em determinados municípios, o que deve ser reproduzido no pleito deste ano. Em Crateús, por exemplo, há um acirramento entre Carlos Felipe (PCdoB), Walter Cavalcante e Queiroz Filho (PDT).
Grupo político
Na Região Norte o confronto se dará entre os deputados Sérgio Aguiar (PDT) e Romeu Aldigueri (PDT), que disputam a hegemonia entre lideranças municipais locais. Em Sobral, o atual prefeito, Ivo Gomes, deve reprisar disputa, mais uma vez, com o grupo político liderado pelo deputado federal, Moses Rodrigues (MDB).
Já em Juazeiro do Norte, na região do Cariri, o confronto deve se dar entre o tucano Nelinho, pré-candidato a prefeito, e o petista Fernando Santana, que apesar de não ser candidato, tem atuação relevante naquela área. O deputado federal Pedro Bezerra, do PTB, também se envolverá na disputa, já que é filho do atual prefeito, Arnon Bezerra, que tentará reeleição.  
 Edison Silva 

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