
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) delimitou, nesta segunda-feira (24/8), uma nova rodada de linhas de crédito do Plano Brasil Soberano destinada a empresas cujas exportações tenham sido prejudicadas por questões geopolíticas, como tarifas e conflitos.
Decidida pelo Conselho Interministerial do plano, uma resolução publicada no Diário Oficial da União prevê a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de financiamento.
De acordo com a medida, R$ 5 bilhões serão destinados a exportadores e seus fornecedores afetados pela aplicação de novas tarifas comerciais setoriais de até 37,5% por parte dos Estados Unidos.
A resolução foi assinada dias após o telefonema entre Lula e o presidente norte-americano, Donald Trump, no qual ambos concordaram em tratar das tarifas sobre as exportações brasileiras em um eventual encontro bilateral.
Ainda de acordo com a resolução que estabelece a nova rodada do plano, fornecedores e empresas que exportam para países do Golfo Pérsico, afetados pelos impactos da guerra no Oriente Médio, serão contemplados com R$ 3,5 bilhões em crédito.
Os R$ 5 bilhões restantes serão divididos em três linhas de crédito: R$ 1 bilhão será destinado a “setores industriais relevantes ao comércio exterior brasileiro”, enquanto os outros R$ 4 bilhões serão divididos entre fabricantes de adubos e fertilizantes (R$ 2 bilhões) e empresas que atuam em atividades industriais e tecnológicas na cadeia de minerais críticos e estratégicos (R$ 2 bilhões).