Dupla é presa em Barbalha num flagrante por sequestro e cárcere privado

Blog do  Amaury Alencar
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Luan teve a preventiva decretada na audiência de custódia e Lucas ganhou liberdade provisória

 Demontier Tenório

Um jovem ficou preso e outro ganhou liberdade provisória após procedimento por sequestro e cárcere privado em Barbalha. Segundo testemunhas dois homens num veículo Gol de cor preta foram até uma residência na Rua Zuca Sampaio (Bairro Bela Vista) e adentraram o imóvel. Eles levaram consigo o dono da casa Juliano Feliciano dos Santos, de 30 anos, partindo em alta velocidade após o colocarem no carro e, ao serem informados, militares da Força Tática saíram em diligências.

Os policiais localizaram a vítima a qual informou que faziam cobranças referentes a uma dívida que possuía quando pegou emprestado R$ 1,2 mil para pagar R$ 1,6 mil. Acrescentou que a quitação seria com o dinheiro do abono do seu PIS, mas este não foi liberado por problemas burocráticos e o credor já falava num débito de R$ 5 mil. De acordo com Juliano, ao saírem de sua casa foram até o bairro Barro Vermelho, onde o agrediram com murros e choques elétricos.

A proposta era que entrasse em contato com o seu patrão, dono da granja onde trabalha, para pedir demissão diante do objetivo de receber valores do seguro-desemprego, a fim de quitar a dívida. A ideia não deu certo, pois o gerente responsável pelo setor não estava e a dupla levou Juliano ao Sítio Cabeceiras e ali o deixaram. Os acusados são Luan Eduardo da Silva Santos, de 26, residente no Distrito de Arajara em Barbalha e Lucas Tavares de Barros, de 24 anos, que mora no Tiradentes em Juazeiro.

Após ser abandonado, Juliano conseguiu condução numa Topic retornando ao centro de Barbalha e, de mototaxi, até sua residência. Os acusados foram localizados pelos PMs quando Lucas disse ter sido convidado por Luan em Juazeiro para realizar uma corrida até Barbalha a fim de pegar um dinheiro. Confirmou terem ido na Granja e, depois, deixado Juliano nas Cabeceiras, mas à pedido dele que teria um assunto a tratar naquele local.

Acusados e vítimas foram levados à presença da delegada Cícera de Jesus Santos Araújo, mas Lucas e Luan optaram pelo direito ao silêncio. Ela autuou os dois em flagrante por sequestro e cárcere privado. Já na audiência de custódia realizada no sábado, a defesa dos réus confiada ao advogado Lucas Teófilo pugnou pela ilegalidade do flagrante promovidos pelos policiais militares.

Por sua vez, o promotor de justiça Eduardo Mendes de Lima requereu a homologação do flagrante e a conversão deste em prisões preventivas. Já o juiz José Batista de Andrade decidiu pela homologação do flagrante acatando o pedido de prisão preventiva para apenas um deles. Nesse caso, Luan Eduardo ficou preso enquanto a justiça concedeu liberdade provisória para Lucas mediante normas cautelares.

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