
Chapada do Araripe se estende por território no Ceará, Pernambuco e Piauí. Foto: Aline M. Ghilardi / Ministério do Turismo
Bruna Santos
Ambientalistas, trabalhadores de diversos setores e movimentos sociais realizam, neste domingo (30), um ato em defesa da Chapada do Araripe. A ação acontece a partir das 17h, na Praça Siqueira Campos, em Crato.
A movimentação ocorre após a aprovação do Plano de Manejo da Área de Proteção (APA) da Chapada do Araripe, que destina 89,86% do território, cerca de 914 mil hectares, à chamada Zona de Produção, onde são permitidas atividades produtivas em grande escala, como o agronegócio.
Apesar de mencionarem a importância com o avanço do documento, que foi finalizado e aprovado após mobilizações, ambientalistas têm alertado que é preciso realizar ajustes para ampliar a proteção de áreas consideradas estratégicas para a biodiversidade da região.
“Mais do que nunca, precisamos deixar de lado aquilo que nos separa e fortalecer aquilo que nos une: a defesa do nosso território e do direito das próximas gerações a continuarem vivendo com água, natureza, cultura e dignidade”, escreveu o biólogo Márcio Holanda.
O território tem sido um dos mais afetados do país devido ao avanço do agronegócio e o uso inadequado dos recursos hídricos. Segundo os dados do Relatório Anual de Desmatamento (RAD 2025) do MapBiomas, a APA Chapada do Araripe foi a terceira mais desmatada do país em 2025, com a perda de 5.028 hectares.