Funcionários denunciam salários atrasados após fechamento de fábrica de calçados em Brejo Santo

Blog do  Amaury Alencar
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Funcionários denunciam salários atrasados após fechamento de fábrica de calçados em Brejo Santo

Foto: Guto Vital/ M1

Funcionários da JA Calçados, empresa do Grupo Becker instalada em Brejo Santo, realizaram uma manifestação para cobrar o pagamento de salários e direitos trabalhistas após o encerramento das atividades da unidade. Segundo os trabalhadores, cerca de 89 pessoas foram afetadas pelo fechamento.

Uma das funcionárias, Dinari, afirmou que a empresa já apresentava atrasos nos pagamentos e nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Há vários meses vínhamos com pagamentos atrasados. Os nossos FGTS estavam atrasados e não esperávamos que eles pudessem fazer isso”, declarou.

De acordo com os funcionários, o fechamento ocorreu sem aviso prévio. Eles informaram que trabalharam normalmente no dia anterior ao encerramento das atividades e, ao chegarem à fábrica no dia seguinte, foram comunicados de que a unidade seria fechada. Os trabalhadores afirmam que não receberam o salário referente ao último mês de trabalho nem as verbas rescisórias.

 Segundo os relatos, a unidade já chegou a empregar cerca de 300 pessoas, mas operava com aproximadamente 89 funcionários antes do fechamento. Os trabalhadores também afirmam que a produção foi reduzida gradativamente nos últimos meses, passando de cinco esteiras para apenas uma.

Ainda conforme os funcionários, equipamentos utilizados na fábrica foram retirados após a paralisação das atividades. Eles também relatam dificuldades para manter contato com os responsáveis pela empresa.

Durante a manifestação, os trabalhadores informaram que o município concedia incentivos à instalação da empresa, incluindo o pagamento dos aluguéis dos imóveis utilizados pela fábrica.

 uma nota da Prefeitura de Brejo Santo informando que foi surpreendida com o fechamento da unidade. A administração municipal também confirmou que concedia incentivos à empresa.

                                                   Site Miséria 

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