A decisão do deputado federal Júnior Mano (PSB) de recusar a indicação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para presidir a Comissão Especial que discutirá o reajuste do piso salarial do magistério chamou atenção nos bastidores políticos de Brasília e do Ceará.
Júnior Mano alegou que se afastará do mandato por meio de licença, motivo pelo qual não assumiria o comando do colegiado. A decisão provocou estranheza, principalmente porque a comissão terá forte repercussão nacional e ampla visibilidade junto ao setor da educação, o que fortalece qualquer candidatura majoritária. O socialista desdenhou, porém, desse palanque.
Na condição de pré-candidato ao Senado, Júnior Mano teria, na presidência da comissão, oportunidade estratégica para ampliar espaço político junto ao magistério público e ganhar projeção em um debate de forte apelo social e eleitoral.
A recusa passou a ser interpretada, entre aliados e adversários, como um indicativo de que o parlamentar pode não disputar uma vaga ao Senado em 2026. Júnior foi lançado pré-candidato pelo senador Cid Gomes, mas investigações sobre emendas parlamentares o fragilizaram.
Além das articulações eleitorais, o deputado vive período de expectativa em relação às investigações e denúncias envolvendo supostos desvios de recursos de emendas parlamentares. O caso está sob análise da Polícia Federal e também tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
Júnior Mano nega qualquer irregularidade e afirma que nunca participou de desvios envolvendo verbas públicas. Segundo ele, a responsabilidade pela aplicação dos recursos transferidos por meio das emendas cabe às prefeituras beneficiadas.
(*) Com informações da Agência Câmara