Mulher denuncia invasão de casa e tentativa de feminicídio em Lavras da Mangabeira: “filme de terror”

Blog do  Amaury Alencar
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 Conforme a denúncia, o homem quebrou o portão e diversos objetos da residência | Foto: Reprodução

Conforme a denúncia, o homem quebrou o portão e diversos objetos da residência | Foto: Reprodução

 

Rogério Brito

Uma tentativa de feminicídio registrada na madrugada desta segunda-feira (4) em Lavras da Mangabeira, no Cariri, tem gerado forte repercussão nas redes sociais e mobilizado familiares da vítima por justiça. O caso foi denunciado publicamente pela atleta Paula Batista, irmã da profissional de saúde Cidinha Rodrigues, que relatou detalhes do ocorrido em vídeos e publicações.

Conforme o relato dela, o suspeito seria Kleber Correia de Sousa Filho, que teria invadido a residência da vítima durante a madrugada, mesmo já existindo contra ele uma medida protetiva por ameaças e agressões anteriores. Na ocasião, Cidinha e o filho, de apenas 4 anos, não estavam em casa.

Ainda conforme a denúncia, o homem quebrou o portão e diversos objetos da residência. Imagens divulgadas pela própria vítima mostram o imóvel destruído e marcas de sangue, que, de acordo com a família, seriam do próprio agressor, que teria se ferido durante a invasão.

“Ele quebrou o portão, quebrou tudo, ele não se importou. Ele é uma pessoa tão má, que ele não se importou de se cortar todo, de sangrar, tudo aquilo que vocês veem de sangue, ele é dele, e ele não se importou. Imagino o que ele iria fazer com ela e com o filhinho dela de quatro aninhos”, afirmou.

Suspeito vai até hospital

Após perceber que a vítima não estava no local, ela conta que o suspeito teria aguardado nas proximidades e, posteriormente, seguido até o hospital onde Cidinha trabalha. No local, ele teria tentado arrombar a porta da unidade e proferido ofensas contra a vítima, sem conseguir entrar.

“Ela ia chegar de manhã, ele ficou de tocaia. Quando ele viu que ela não chegava, o que ele fez? Partiu em direção ao hospital. A defesa dele tá tentando alegar que ele foi em busca de socorro. Quem vai em busca de socorro num hospital, chega lá xingando um profissional de saúde?”, questionou.

Em vídeos publicados nas redes sociais, Paula Batista afirma também que o suspeito dizia que “nada iria acontecer com ele” por supostamente ter influência na cidade. A família cobra providências e teme pela segurança da vítima e da criança.

O M1 tentou localizar o suspeito Kleber Correia de Sousa Filho, mas não obteve êxito até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.

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