
Colina do Horto do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte | Foto: Guto Vital/ M1
Rogério Brito
Está aberta até 6 de junho de 2026 a consulta pública para que a população participe do processo de reconhecimento dos Lugares Sagrados de Juazeiro do Norte como patrimônio cultural do Brasil. A proposta prevê o registro do bem cultural no Livro de Registro dos Lugares, instrumento oficial de preservação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Durante o período da consulta, qualquer pessoa pode enviar opiniões, sugestões, documentos ou informações relacionadas aos espaços de devoção e peregrinação ligados à tradição religiosa de Juazeiro do Norte, especialmente à figura do Padre Cícero e às romarias realizadas no município.
As contribuições podem ser encaminhadas por e-mail para conselho.consultivo@iphan.gov.br ou pelo Protocolo Digital disponível no site oficial do Iphan. Após o encerramento do prazo, todas as manifestações serão analisadas pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão responsável pelas decisões sobre o reconhecimento de bens culturais brasileiros.
Segundo o Iphan, a consulta pública busca ampliar a participação da comunidade no processo de reconhecimento, permitindo que moradores, romeiros, pesquisadores e pessoas ligadas às tradições religiosas contribuam com relatos e informações sobre o bem cultural.
Lugares sagrados
Os Lugares Sagrados de Juazeiro do Norte são formados por uma rede de espaços marcados pela fé, pela memória e pelas manifestações religiosas ligadas ao chamado “Milagre de Juazeiro”, ocorrido em 1889. Esses locais estão diretamente associados à trajetória do Padre Cícero e ao fortalecimento da cidade como um dos principais centros de peregrinação do Nordeste.
O conjunto inclui espaços visitados por romeiros durante as romarias, práticas religiosas que envolvem deslocamentos, promessas, celebrações, penitências e encontros de fé. Para o Iphan, Juazeiro do Norte é reconhecida como uma cidade-santuário, marcada por experiências místicas e expressões populares de devoção que atravessam gerações.
De acordo com o instituto, o reconhecimento dos Lugares Sagrados como patrimônio cultural brasileiro considera a relevância histórica, social e simbólica do território para a memória, a identidade e a formação cultural do país.