III Marcha Trans Cariri reivindicou o direito de viver e envelhecer sem transfobia

Blog do  Amaury Alencar
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III Marcha Trans Cariri

III Marcha Trans Cariri. | Foto: Wandealiasson Landim e Ana Pereira

 

Bruna Santos

No último sábado (23) a cidade do Crato sediou a III Marcha Trans Cariri. Com o tema “Cariri Soberano: Direito de Viver e Envelhecer sem Transfobia”, a mobilização propôs uma reflexão sobre a realidade enfrentada pela população trans no interior do Nordeste, além de reivindicar uma série de políticas públicas voltadas à garantia de direitos, proteção e dignidade.

Além da passeata, o ato contou com intervenções artísticas e apresentações culturais. Entre as principais reivindicações estão o combate à transfobia; o acesso digno à saúde; mais políticas de empregabilidade; permanência estudantil; respeito ao nome e identidade de gênero; políticas públicas para envelhecimento trans; inclusão cultural e social; e direito à vida.

 III Marcha Trans Cariri

Mote de 2026 foi “Cariri Soberano: Direito de Viver e Envelhecer sem Transfobia”. | Foto: Wandealiasson Landim e Ana Pereira.

Segundo Brenda Vlasak, uma das apoiadoras, a III Marcha representa um marco histórico na região, tanto pelo avanço das pautas conquistadas quanto pela necessidade de avançar ainda mais, especialmente diante do cenário de violência ao qual essa parcela da população ainda é submetida.

Para dizer para a sociedade que nós precisamos de respeito, que nós precisamos de inclusão, que nós precisamos de emancipação, que nós precisamos do direito de poder estudar, o direito de ter uma uma saúde, com sensibilização dos profissionais. É dizer para o mercado de trabalho que nós queremos ter o direito de uma CLT, de ter a dignidade, de estar inclusa”, afirmou.

Durante o momento, os participantes contaram com acompanhamento da Defensoria Pública, com orientações sobre a política de retificação de nome e gênero, além de oficina de cartazes promovida pelo Coletivo A Consciência. Também houve a pintura do tradicional Banco dos “Entendidos”, espaço historicamente ocupado pela população LGBTQIAPN+ no Crato como território de convivência, afetividade e resistência.

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