Conversas entre PT e MDB avançam e colocam vice de Lula no centro da disputa de 2026; Eunício defende aliança

Blog do  Amaury Alencar
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Foto: Reprodução

Ganham força, nos bastidores de Brasília, as articulações entre lideranças nacionais do PT e do MDB para a construção de uma aliança na disputa presidencial de 2026. Na composição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, teria um nome do MDB na vaga de vice.

Entre os mais citados estão o ministro dos Transportes, Renan Filho (AL), e o governador do Pará, Helder Barbalho. Os novos rumos do MDB, no entanto, dividem a legenda.

EUNÍCIO DEFENDE ALIANÇA

Apesar das resistências internas, a possibilidade de coligação conta com defensores influentes, entre eles o deputado federal e pré-candidato ao Senado Eunício Oliveira (MDB). Ex-ministro de Lula em seu primeiro mandato, Eunício avalia que o debate ainda está em aberto dentro do partido.

“Tenho uma aliança no estado do Ceará, já liberada pela direção nacional do partido, para apoiar o presidente Lula. Ainda não sabemos como o MDB vai defender a sua posição em nível nacional”, afirma Eunício, em declaração publicada pelo Jornal O Globo.

As conversas entre PT e MDB avançam, mas tanto em um partido quanto no outro há a percepção de que o cenário é complexo. Um dos principais entraves é a posição do PSB, que não demonstra disposição em abrir mão da vice-presidência, atualmente ocupada por Geraldo Alckmin. Essa resistência adiciona mais um elemento de tensão às negociações.

A história do MDB reforça a complexidade do momento. Tradicionalmente marcado por fortes divisões regionais, o partido já viveu disputas internas semelhantes mesmo quando formalizou alianças nacionais, como nas eleições de 2010 e 2014, quando indicou Michel Temer para vice de Dilma Rousseff, enfrentando dissidências em estados como o Rio Grande do Sul.

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