Brasileiros planejam gastar 13% a mais no Natal, diz estudo

Blog do  Amaury Alencar
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O Natal deste ano deve ser mais aquecido para o comércio brasileiro, com maior disposição das famílias para abrir a carteira e, principalmente, para recorrer ao cartão de crédito. Pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) revela que os brasileiros pretendem gastar 13% a mais com presentes em relação ao ano passado, em um movimento que combina retomada do consumo, preferência pelo pagamento eletrônico e disposição para parcelar as compras.
A expectativa é de que a data movimente R$ 53 bilhões em todo o país, alta de 7% na comparação com 2024. Segundo o levantamento, 62% dos consumidores pretendem comprar presentes neste Natal, com gasto médio estimado em R$ 503 por pessoa. Em 2024, o tíquete médio foi de R$ 446. O aumento reflete tanto o encarecimento geral dos produtos, com a inflação dos últimos meses, quanto uma percepção de melhora relativa da renda em alguns segmentos, especialmente entre trabalhadores formais e aposentados.

Crédito
O cartão se consolida como principal meio de pagamento das compras natalinas: 48% dos entrevistados afirmaram que devem utilizá-lo. O Pix, já consagrado como o instrumento mais popular nas transações do dia a dia, aparece em segundo lugar, citado por 43% dos consumidores, seguido pelo dinheiro em espécie, apontado por 37%. Entre os que optam pelo cartão de crédito, a cultura do parcelamento permanece dominante: 76% disseram que pretendem dividir o valor das compras em prestações.

Região
Regionalmente, o cartão de crédito mantém a liderança em praticamente todo o país. No Centro-Oeste, 60% dos consumidores afirmaram que vão priorizá-lo, índice que é de 58% no Sudeste e 49% no Sul. Em termos de faixa etária, o plástico também prevalece entre adultos de meia-idade: é o meio preferido de 52% das pessoas entre 35 e 44 anos e de 47% do público de 45 a 59 anos, grupos que habitualmente concentram maior responsabilidade financeira na família e tendem a ter maior acesso ao crédito bancário.
As roupas lideram com folga, citadas por 56% dos entrevistados, seguidas por brinquedos (36%), o que evidencia o peso das crianças na decisão de compra das famílias. Perfumes e cosméticos surgem em terceiro lugar, com 16%, enquanto alimentos e bebidas e eletrônicos aparecem empatados, com 6% cada. Na sequência, vêm acessórios (4%), eletrodomésticos (3%) e bicicletas (2%.
Apesar do avanço do comércio eletrônico, a loja física segue como protagonista nas compras de Natal. Entre os que pretendem presentear, 71% afirmaram que vão às lojas presenciais, enquanto 31% devem comprar online – parte dos consumidores utiliza ambos os canais, o que explica a soma superior a 100%. Em todas as regiões, o comércio tradicional permanece como preferência: Norte (81%), Nordeste (76%), Sul (70%), Centro-Oeste (69%) e Sudeste (66%).
Quando o foco é a intenção de compra, os mais jovens lideram. Do total, 76% dos consumidores de 18 a 24 anos e 73% daqueles entre 25 e 34 anos pretendem presentear alguém neste Natal. Porém, são os mais velhos que concentram os maiores valores médios de gasto. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, o tíquete médio é de R$ 576. Na faixa de 45 a 59 anos, essa média fica em R$ 543, e entre 35 e 44 anos, em R$ 516. Já os jovens de 18 a 24 anos devem gastar, em média, R$ 372, enquanto o público de 25 a 34 anos projeta despesas de R$ 467.

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