Conta de luz puxa inflação de Fortaleza que sobe 0,38% em setembro

Blog do  Amaury Alencar
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A inflação na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) acelerou em setembro de 2025 e ficou em 0,38%, alta de 0,45 ponto percentual (p.p.) ante a deflação de -0,07% registrada em agosto. No acumulado do ano, o IPCA soma 3,48% e, em 12 meses, alcança 5,10%, acima dos 5,01% observados no período imediatamente anterior. Em setembro de 2024, a variação havia sido de 0,30%. Os dados foram divulgados nessa quinta-feira (09/10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O principal vetor da alta foi a energia elétrica residencial. O grupo Habitação avançou 2,98% no mês, com destaque para a tarifa de luz, que subiu 9,40% e respondeu pelo maior impacto individual do índice. Além dos reajustes anuais, pesou a manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 2 desde 1º de setembro, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. Entre as dez regiões metropolitanas pesquisadas, todas registraram inflação em setembro; a RMF ficou na sexta colocação entre os maiores percentuais.
Apesar da pressão vinda da conta de luz, a inflação local foi contida pela queda em cinco dos nove grupos pesquisados: Artigos de residência (-0,81%), Transportes (-0,36%), Comunicação (-0,33%), Alimentação e bebidas (-0,30%) e Educação (-0,04%). No campo das altas, além de Habitação (2,98%), subiram Vestuário (1,15%), Despesas pessoais (0,29%) e Saúde (0,09%). O quadro revela um mês de inflação concentrada, em que um choque específico, a energia, sobrepôs as quedas espalhadas em itens do consumo cotidiano, como alimentos e transporte.
Já a inflação, que mede a variação dos preços para famílias com renda de até cinco salários mínimos, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ficou em 0,36% em setembro na RMF. No acumulado de 2025, o índice soma 3,51% e, em 12 meses, registra 5,02%, o mesmo patamar observado nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2024, a taxa também havia sido 0,36%, sinalizando estabilidade do ritmo inflacionário na comparação interanual.
A composição do índice mostra um mês de pressões concentradas. Entre os grupos, Habitação liderou as altas, com 2,77%, acompanhado por Vestuário (1,19%), Saúde e cuidados pessoais (0,09%) e Despesas pessoais (0,07%). Na contramão, houve deflação em Artigos de residência (-0,70%), Transportes (-0,37%), Comunicação (-0,32%), Alimentos e bebidas (-0,23%) e Educação (-0,02%).

Nacional


No país, o IPCA de setembro foi de 0,48%, avanço de 0,59 p.p. sobre a taxa de -0,11% de agosto. O acumulado no ano atingiu 3,64%, e, em 12 meses, 5,17%, ligeiramente acima dos 5,13% do período anterior. Em setembro de 2024, a leitura havia sido de 0,44%.
A composição nacional também mostrou dispersão limitada das altas, com três grupos em queda (Artigos de residência, -0,40%; Alimentação e bebidas, -0,26%; e Comunicação, -0,17%) e Habitação no topo das pressões, com 2,97%. A energia elétrica residencial avançou 10,31% no mês e foi o principal impacto individual (0,41 p.p. do índice), movimento influenciado pelo fim da incorporação do “Bônus de Itaipu” nas faturas de agosto e pela vigência da bandeira vermelha patamar 2.

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