Voluntariado é um ato de amor ao mais frágil

Blog do  Amaury Alencar
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São voluntários aqueles que possuem olhar sensível e altruísmo para ajudar o próximo mais frágil nas dores e dificuldades que este não pode resolver sozinho! A atitude voluntária transforma a vida de crianças acolhidas institucionalmente, não as expõe às ausências que sofrem, mas transcende os momentos dolorosos com solidariedade, empatia e generosidade sem esperar nada em troca.

José Alencar


O advogado José Alencar e sócio fundador na Bonavides, Braga, Mota & Alencar Advogados Associados é voluntário em um projeto social na Educação infantil com crianças entre três e seis anos de idade no interior cearense. O escritório de advocacia formado por quatro sócios em Fortaleza é doador voluntário de frutas, legumes e verduras para Casa de Jeremias desde 2019. O compromisso como doadores voluntários revela o olhar constante e solidário deles ao crescimento e desenvolvimento saudáveis das crianças muito pequenas acolhidas institucionalmente. Cerca de 120 quilos de alimentos in natura são doados ininterruptos e quinzenalmente à instituição. José Alencar entende o voluntariado na vida deles como uma prática 100% positiva: “Muito gratificante e engrandecedor ao percebermos in loco o desenvolvimento das crianças.”, conclui.

Casa de Jeremias
Nara Guimarães Barreto Alves, psicóloga da Casa de Jeremias, explica que o trabalho voluntário, ou apadrinhamento às crianças na primeira infância pode ser afetivo, financeiro ou de prestação de serviços profissionais. O voluntariado nos abrigos é regulamentado pelo setor de apadrinhamento no Fórum Clóvis Beviláqua em Fortaleza. É imprescindível que o voluntário se identifique com a missão da instituição na qual procura o vínculo no serviço de voluntariado, explica. “Na Casa de Jeremias, instituição em que faço parte há 15 anos, os voluntários costumam chegar sensibilizados pela problemática do abandono ou negligência que os bebês e as crianças passaram antes de serem acolhidas. Acolhemos crianças entre 0 e 3 anos de idade. Uma fase de muita vulnerabilidade e necessidade extremada de cuidados e afeto, desta forma o contato com o voluntário disposto a fazer esse cuidado e troca afetiva é de grande importância.”, explica a psicóloga.

Patrícia Bruno
A empresária cearense Patrícia Bruno foi voluntária no Instituto do Câncer do Ceará (ICC) em Fortaleza durante cinco anos entre 2012 e 2017. Patrícia auxiliava os pacientes às salas de raio X para exames no hospital. Ela acredita que a regulamentação da prática do voluntariado e o conhecimento público e notório sobre os locais onde recebem pessoas ou profissionais liberais para atuarem como voluntários beneficiaria toda a sociedade. Atualmente, ela é voluntária em um abrigo para crianças pequenas.

Adauto Bruno
O engenheiro civil Adauto Farias foi estudante no Colégio Cearense em Fortaleza por volta de 1978 quando reunia-se, semanalmente, com a turma de estudos religiosos e quinzenalmente, eles visitavam o asilo São Vicente de Paulo no bairro Dionisio Torres e uma escola de educação infantil no bairro Nossa Senhora da Assunção. “O voluntariado nos Estados Unidos e na Europa faz parte do processo civilizatório desses povos. As empresas atribuem valor classificatório aos candidatos que possuem experiência como voluntário. No entanto, isso vai muito além do valor do emprego ou monetário, as pessoas se sentem bem ao fazer o bem. Elas primeiramente realizam ações voluntárias porque gostam de ajudar quem está passando necessidades.”, afirma o engenheiro civil.

Adauto Farias compartilha que o Programa Jovem Aprendiz no Ceará é uma ferramenta de capacitação profissional utilizada pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) para adolescentes e jovens abrigados desde 2019. O programa está sendo retomado em 2025 com formação técnica e encaminhamento para o emprego a fim de que esses jovens em situação de acolhimento institucional ingressem na vida coorporativa e prossigam no trabalho.

Allana Brito
Allana Brito é analista fiscal e o voluntariado para ela significa dar, doar e salvar: “O voluntariado me salvou de muitas coisas… de dias difíceis e tristes. Fazer o bem curou meu coração, trouxe-me grande alegria ao receber sorrisos e abraços de vidas que recuperaram ou renovaram a esperança de viver também!”. Ela acredita que os voluntários deveriam compartilhar mais sobre o quanto recebem, intangivelmente, e aprendem ao ajudar o outro. “Na minha adolescência, eu me deparei com muitas crianças em estado de vulnerabilidade. Eu e minha comunidade cristã passamos a levar sopa para crianças e suas famílias em uma região específica de Fortaleza. Elas traziam vasilhas, e percebi que aquela sopa, poderia ser o único alimento do dia para elas. Isto me trouxe um senso de responsabilidade e compaixão. Creio que foi algo que o próprio Deus despertou em mim e a partir disso, eu me apaixonei pela obra social e me dispus também a ensinar a Palavra de Deus àquelas crianças a cada novo encontro.”, conclui Allana.

Por Rita Caroline Milanêz

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