Ex-prefeito de Baturité, Assis Arruda está inelegível, após Câmara rejeitar suas contas por crimes de improbidade administrativa

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Em sessão plenária, na última semana, a Câmara Municipal de Baturité rejeitou as contas do ex-prefeito do município, Francisco de Assis Germano Arruda, conhecido como Assis Arruda, referente à gestão de 2018.


Antes da votação em plenário, foram destacados pelos vereadores os pontos irregulares e objeto do Parecer Técnico n.º 0349/2022 do TCE/CE, opinando os parlamentares pela reprovação das contas de 2018 e rejeição do parecer do TCE/CE, elencando os pontos irregulares destacados:


• Não comprovação de atendimento ao art. 48 da Lei de Responsabilidade Fiscal; 

• Não cumprido o limite de 54% com despesas de Pessoal, posto que o Município gastou 54,09% da RCL, tendo no primeiro quadrimestre do exercício do executivo municipal de 2018, comprometido o percentual de 57,71% da receita corrente líquida com o pagamento de despesas com pessoal e no terceiro quadrimestre também rompeu o limite prudencial, superando o limite de 54% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, III, “b”);

• Não repasse integral das contribuições previdenciárias ao INSS e FGTS; 

• Não repasse integral das contribuições previdenciárias ao IPM BATURITÉ.


A votação da pauta que resultou na rejeição das contas do ex-gestor, teve o placar de 9 a 3 entre os vereadores presentes e registro de uma abstenção na sessão.


Com esse resultado, o ex-prefeito se torna inelegível por oito anos, deixando-o fora de futuras disputas eleitorais.


Desde o ano de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, para ficar inelegível, um prefeito precisa ter suas contas de governo rejeitadas pela Câmara de Vereadores.


                              Roberto Moreira 

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