A fusão entre PSL e DEM criará um super partido para 2022 que não estará alinhado com o governo Bolsonaro, indica ACM Neto. O ex-prefeito de Salvador e atual presidente do DEM vai assumir a função de secretário-geral da nova legenda. Ele garante que a sigla deixará livre a decisão aos filiados sobre aliança com o atual governo federal.
Atualmente, o DEM tem dois ministros no governo: Onyx Lorenzoni e Tereza Cristina; mas não integra a base aliada do presidente, apesar das bancadas na Câmara e no Senado estarem alinhadas com o Palácio do Planalto.
Em entrevista ao Estadão, ACM disse que o objetivo da junção entre partidos é lançar candidatura própria para a Presidência da República no próximo ano, mas deixando livre diretórios locais sobre a decisão de alinhamento com Bolsonaro.
"(Ter candidatura própria a presidente) Não significa que a gente pretenda estabelecer qualquer tipo de constrangimento para as lideranças e figuras do partido que eventualmente em seus Estados tenham uma situação distinta da nacional", disse ao veículo paulistano.
Luciano Bivar, atual presidente do PSL e rompido com Bolsonaro, deve assumir a presidência do novo partido.
Caso se concretize, a fusão renderá as maiores quantias dos fundos eleitoral e partidário à nova sigla, além dos maiores tempos de TV e de rádio nas próximas eleições. Isso ocorre porque, juntos, DEM e PSL dispõem, no total, de 81 deputados federais, força suficiente para direcionar projetos na Câmara. A nova legenda ainda terá três governadores e sete senadores.
Faltam apenas questões burocráticas para selar a união, explica ACM ao jornal.
“Agora a gente tem que, nos próximos dias, fechar questão burocrática, de estatuto, das regras de governança, nome, número, para então a gente fazer a convenção que acontecerá em outubro com certeza. As (datas) mais prováveis são 5 ou 19 (de outubro) porque a semana do meio é 12 de outubro, que é feriado, é difícil fazer em uma semana de feriado”, explicou.
Comandos dos diretórios estaduais também devem ser decididos na convenção, explica o político. Já o futuro dos ministros que fazem parte do atual governo federal será decidido após a completa fusão dos partidos, indica ACM.
o Povo