26/03/2021

Camilo deve levar isolamento rígido até o final da Semana Santa

 


                       

A decisão do governador Camilo Santana, no dramático momento de optar por vidas no pico da pandemia, deixando a economia em segundo plano, exibe claramente o estrago causado pela Covid-19 na comunidade. Não se pode negar o esforço do governador para preservar a economia, funcionando em torno de 70%. A indústria, parte dos serviços e do comércio estão em atividade. Os lojistas e donos de restaurantes e bares estão dando cota de sacrifício, ao fechar as portas, momentaneamente. A aglomeração é o combustível fatal nesse momento. 

O emprego é vital para o trabalhador, mas a morte é pior e as famílias estão se convencendo do estrago que o coronavírus pode causar no ambiente familiar, com a ausência dos chefes abatidos pela Covid-19 e suas variantes cada vez mais fortes. A compreensão, pelo lado do empregador, se faz necessária, neste momento. Um mês sem faturar e a vida inteira para ganhar, auferindo lucro, na etapa seguinte, parece um bom negócio.

O Ceará tem 13 mil entre as mais de 300 mil mortes por Covid-19 no Brasil. Se medidas duras e ações de governo para equipar hospitais e recrutar profissionais de saúde não tivessem sido adotadas, a tragédia seria maior no Estado. O coronavírus é uma praga, letal, um inimigo invisível, que ataca de forma impiedosa, descrevem os médicos que atuam nos hospitais. Por isso, sermos solidários no momento é importante.

O governador Camilo Santana e o secretário de Saúde, Dr. Cabeto, à frente do desafio de combater a doença, salvar vidas, minimizar estragos na economia e atender as demandas dos milhares de doentes, estão cumprindo, com ética e sensatez, a missão de conter os efeitos do coronavírus. 

A Semana Santa do cearense deve ser de sacrifício, com o isolamento social mantido.  Quantas semanas teremos no futuro, fazendo o sacrifício em 2021? Muitas!

                                                           

                                                                           Roberto Moreira