Foto > Lícia Maia 


O mês de outubro é marcado por uma campanha muito conhecida e necessária: o Outubro Rosa. Visando conscientizar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, a data foi criada no início da década de 90 e segue até hoje, todos os anos, movendo ações pelo mundo para salvar mulheres.

No Cariri, alguns projetos acolhem mulheres com diagnóstico de câncer, oferecendo apoio emocional, ajuda para o tratamento e ofertando perucas gratuitamente, para ajudar na recuperação da autoestima das que se encontram em quimioterapia e radioterapia.

Entre as ações estão a Bonitas Cariri e a Amor em Mechas. A primeira é uma ONG que oferece uma rede de apoio às mulheres com diagnóstico de câncer de mama no Cariri. A segunda é um Instituto que recebe doação de cabelos e confecciona perucas para mulheres não só em tratamento quimioterápico, como também mulheres com alopecia (calvície).

Em apoio a essas ações, a clínica Medimagem, em Juazeiro do Norte, será ponto de coleta de doação de mechas de cabelo durante o mês de outubro. Outra ação da clínica, especializada em imagem, é oferecer mamografias solidárias para mulheres que não podem pagar pelo exame. A cada dez exames do tipo realizados, um será oferecido gratuitamente a mulheres previamente cadastradas.

Para se candidatar à mamografia solidária, a mulher deve ir à recepção do local, com encaminhamento médico de necessidade do exame, e obedecer ao critério de ter mais de 40 anos e estar em situação de vulnerabilidade social. O cadastro será feito durante todo o mês e a clínica entrará em contato com as selecionadas.

O Dr. Gustavo Saraiva, médico radiologista na Medimagem, explica que a mamografia é o exame “padrão ouro” na descoberta do câncer de mama, ou seja, o de melhor identificação. “Esse é o câncer que mais mata e o segundo mais incidente no mundo”, afirma Dr. Gustavo.

O médico afirma que, a partir dos 40 anos, o exame deve virar rotina anual para as mulheres. Se a paciente tiver histórico da câncer de mama na família, como uma mãe ou irmã diagnosticada, a idade de início dos cuidados cai. “Se descoberto cedo, as chances de cura são altas”.

Ainda sobre a mamografia, Dr. Gustavo explica que é mito a afirmação de que o exame dói. “Não é regra, cada mulher é de um jeito”. No período menstrual, por exemplo, o desconforto pode ser maior, assim como para mulheres com mamas muito densas, mas o benefício do exame supera qualquer desconforto, segundo o médico.

Instituto Amor em Mechas

Mariluce Sousa, embaixadora do Instituto Amor em Mechas, explica que conheceu o projeto quando teve um caso de câncer na família. “Minha nora teve câncer e ficou carequinha, perdeu a autoestima. Procuramos uma peruca para ela mas era muito cara. Com isso, chegamos ao projeto, que é de São Paulo”. No Cariri, Mariluce arrecada as mechas de cabelo natural e envia para a sede em São Paulo, que devolve perucas para mulheres em tratamento de câncer ou com alopércia.

Além da peruca, o kit distribuído pelo Instituto tem esmalte, cremes, batons e acessórios, tudo na intenção de levantar a autoestima das mulheres em tratamento.

Alguns locais servem como pontos de coleta, como a própria Medimagem e a ala de oncologia do Hospital São Vicente, em Barbalha. Os cortes são oferecidos em alguns salões parceiros do projeto em todo o Cariri. Para doar, as mechas precisam ter a partir de 15 centímetros. Para saber mais, acesse @institutoamoremmechas .

“O câncer não espera”

Lediane Linhares, a Ledy, fundadora da ONG Bonitas Cariri, explica que o projeto veio após ela ter superado dois cânceres. “Eu dizia sempre: no dia que eu chegar no médico e ele disser que eu estou com câncer eu morro na mesma hora”, conta ela. “O diagnóstico é um luto, é como se você recebesse uma sentença de morte”. Lediane foi diagnosticada com câncer, e dois anos depois com outro ainda mais invasivo que o primeiro, com um tumor de 7,5 cm e linfonodos da axila comprometidos.

Ela conta que o tratamento na região é muito lento e escasso, tendo ido buscar ajuda na cidade em que o filho mora, Natal, no Rio Grande do Norte. “Quando tinha feito cinco ‘químios’ em natal é que me chamaram para a consulta no Crato. Fui com muita tristeza para Natal porque queria fazer o tratamento na minha região. O câncer não espera”, diz ela, que ajuda outras mulheres com o mesmo diagnóstico.

Ledy transformou a dor em ajuda. Na capital em que fez o tratamento, entrou em um grupo de whatsapp de mulheres com câncer, e lá se sentiu acolhida. “Todas estávamos abaladas emocionalmente”. Quaado retornou ao Cariri, três anos depois, resolveu fundar uma rede de apoio e ajudar mulheres que passam pelo mesmo que passou. “Procuro fazer das coisas ruins coisas boas”, diz Ledy. Para saber mais, acesse @bonitascariri

( Badalo) 

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