Com nova metodologia de pagamento adotado pelo MDR, pipeiros revelam desinteresse em aderir ao programa federal que fornece água a localidades do sertão cearense - Com isso, cerca de 75 mil pessoas deixaram de ser atendidas



O programa atende, por meio da distribuição de água potável, localidades castigadas por períodos de seca



Cerca de 75 mil moradores das regiões do Sertão Central, Sertões de Canindé e dos Inhamuns, no interior cearense, estão desassistidos pela Operação Carro-Pipa, do Governo Federal. Esse número representa quase de 50% da demanda atual, que é de a 152.861 habitantes, distribuídos em 55 municípios do Estado. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).
Para atender à demanda atual - e crescente a partir deste mês de setembro, uma vez que as cisternas, poços e pequenos reservatórios estão secando com o distanciamento da quadra chuvosa no Ceará -, há necessidade de contratação de 780 carros-pipa. No entanto, segundo o MDR, em agosto foram contratados apenas 392.
A defasagem no número de pipeiros contratados decorre, segundo o Sindicato dos Pipeiros do Ceará (Sinpece) e as Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (Comdec), da mudança de modelo aplicado para calcular os valores de pagamento pelos serviços de acordo com o volume de água transportado. 

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