A tão aguardada campanha eleitoral começou. A pandemia construiu algumas dificuldades, mas a convivência com o coronavírus promoveu ensinamentos para se adotar  medidas preventivas. Os candidatos terão limitações na campanha de rua. A ordem é evitar grandes aglomerações. A máscara é obrigatória. A votação terá filas, com distanciamento. São medidas certas, para o momento. A cada dia da campanha, muita coisa acontecerá, inclusive, os excessos.

O presidente Bolsonaro, quando as pesquisas lhe eram desfavoráveis, declarou que iria ficar longe da campanha. Na quinta-feira, 24, na sua participação semanal na programačão da rádio Jovem Pan, afirmou que pretende ir a Manaus, Santos e São Paulo apoiar candidatos. "Se precisar da minha ajuda, estarei lá", disse Bolsonaro, embalado pela pesquisa do Datafolha, que lhe garante 40% de aprovação.

O quadro político da eleição municipal no país exibe, claramente, os personagens da eleição presidencial de 2022. Ciro e Lula estão ativos. Lula, tenta se limpar na justiça que o sentenciou. As condenações o impedem de participar de disputas eleitorais. Ciro trabalha para conquistar o eleitor de centro e da esquerda. A briga da esquerda favorece Bolsonaro. O presidente se torna favorito, como ocorreu em 2018.

A joia da coroa são as capitais e grandes municípios. As disputas tem mais mais visibilidade. A projeção de vencedor é mais consistente, reverbera em todo o país. Bolsonaro, Ciro e Lula estarão em lados opostos, em todas as capitais. Ciro fez questão de isolar o PDT de qualquer aproximação com o PSL e lideranças bolsonaristas. O discurso dele é o que chama de "direita boçal e corrupta, instalada no Palácio do Planalto”. Lula, também é agressivo e diz que o "Brasil está perdido, perdendo tempo com esse governo". A batalha começou.

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre , Salvador, Fortaleza e Recife são as praças que merecem mais atenção. As capitais mais populosas do país, também, possuem as bases eleitorais dos maiores líderes políticos do Brasil. Os vitoriosos ficam próximos da faixa presidencial.

As pesquisas eleitorais publicadas exibem novidades derivadas da pandemia. Uma delas é o equilíbrio entre nomes e o desprezo aos partidos. O PSOL, do candidato Boulos, em São Paulo, é um indicador novo. Ele aparece entre os favoritos, deixando o PT no chão. Em São Luís, o líder da pesquisa é do Podemos , partido sem referência e histórico político. São sinalizações novas do eleitor.

Ao medir forças nos grandes redutos eleitorais, a esquerda brasileira e seus partidos sepultam a possibilidade de alianças, de não se unirem  nem no segundo turno. Em 2018, o petista Fernando Haddad ficou sem o apoio de todos os partidos opositores de Bolsonaro. Foi derrotado. O presidente caminha para vitórias em grandes cidades e poderá, facilmente, abrir o caminho para a reeleição. 

Roberto Moreira 

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