Durante mais de cinco meses de pandemia do novo coronavírus e isolamento social, algumas pessoas resolveram adotar animais de estimação para servirem como companhia em casa. Mas, o fato é que nem todos tiveram o mesmo pensamento, e que a pandemia pode ter causado, em linhas gerais, um maior abandono de na região.


‘Abandono de animais triplicou durante a pandemia’, diz ativista

 Abrigo Brilho Animal foto Arquivo / Jaqueline Gouveia 



É o que diz a ativista da causa animal e vereadora de Juazeiro do Norte Jacqueline Gouveia. “Ao contrário dos Estados Unidos, que as pessoas adotaram mais e teve abrigo que esvaziou, aqui praticamente triplicou o abandono de animais”, afirma.

Jacqueline acredita que o maior índice de abandono possa ter ocorrido tanto pela questão financeira como por acharem que animais poderiam passar o vírus, “o que não é verdade”, diz ela. “Até hoje, todo dia gente me liga com medo de que os animais possam contaminar os moradores da casa”, relata a ativista. “Tanto eu como ou outras pessoas que resgatam animais estamos com abrigos superlotados”, diz Jacqueline.

No Centro de Controle Zoonoses de Juazeiro do Norte, a demanda com doenças contagiosas aumentou. Rosilene Rodrigues, coordenadora do local, explica que no início da pandemia havia muitos animais atropelados e doentes nas ruas. “Hoje, a demanda reduziu, mas nos primeiros meses foi complicado”, diz  a coordenadora do centro, que ficou aberto durante toda a pandemia, mesmo com funcionários afastados por serem do grupo de risco ou por terem se contaminado. “Não paramos nem um dia”, afirma Rosilene.

A coordenadora acredita que o fato das pessoas ficarem mais tempo em casa, acabaram por se atentarem à situação de saúde dos animais domésticos. “Ao invés de buscarem orientação no setor, abandonaram”, afirma.

A solução para diminuir o abandono, segundo Jacqueline, é cada um fazer a sua parte. “Com o tempo a gente vai mudando essa situação que não tem sido fácil”, conclui. 

( Badalo) 

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