Não há data definida para retorno de aulas presenciais no Ceará, afirma Camilo

A preocupação com a garantia de recursos financeiros para a adequação das empresas às medidas sanitárias tem feito com que os professores ventilem possibilidade de greve para agosto. (Foto: Agência Brasil)
A preocupação com a garantia de recursos financeiros para a adequação das empresas às medidas sanitárias tem feito com que os professores ventilem possibilidade de greve para agosto. (Foto: Agência Brasil)
O governador Camilo Santana (PT) afirmou, por meio de suas redes sociais, neste sábado, 27, que não há data definida para o retorno de aulas presenciais no Estado. Ele ponderou que a decisão será tomada com “critério e responsabilidade”.
Em decreto publicado no dia 14 deste mês, a Prefeitura de Fortaleza havia sinalizado que escolas particulares de Fortaleza poderiam retomar aulas presenciais a partir do dia 20 de julho. Antes, a atividade só poderia ser retomada após dia 31 de julho, mas foi alterada na rede privada para atender ao Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais no Ceará.
Na mesma medida, alertava-se que as aulas na rede municipal estão suspensas até o fim de julho e só poderiam ser retomadas a partir de agosto. Na última quarta-feira, 24, a pasta estadual da educação apresentou proposta para retorno das aulas presenciais em agosto. Inicialmente, somente com 25% da capacidade de cada instituição.
De acordo com fontes ouvidas pelo O POVO, o plano apresentado pela Secretaria de Educação do Ceará (Seduc) para retorno às aulas em agosto não propunha data definida, já que a situação epidemiológica no Estado pode mudar. A expectativa da Seduc é voltar com 25% dos alunos e aumentar esse percentual ao longo das semanas, mas manter o ensino híbrido, com aulas presenciais e remotas.

Professores cogitam greve por falta de recursos

A preocupação com a garantia de recursos financeiros para a adequação das escolas às medidas sanitárias tem feito com que os professores ventilem possibilidade de greve para agosto, de acordo com Reginaldo Pinheiro, presidente em exercício do Sindicato dos Servidores Públicos lotados nas Secretarias de Educação e de Cultura (Apeoc).

A situação preocupa também Flávio Corte, promotor de Justiça e coordenador auxiliar do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação (Caopije), do Ministério Público do Ceará. Ele se atenta para a questão sanitária e se o Estado teria condições financeiras para executar todo o planejado.Além da reestruturação das escolas, os docentes ainda aguardam esperam um reajuste salarial de 12% e a convocação de 500 colegas aprovados no último concurso. "Não é só dizer para voltar sem garantir o recurso público para que isso aconteça. Nós questionamos em relação aos novos recursos às escolas para dar suporte à situação nova, mas a secretária disse que não tinha resposta para essa questão", comenta Reginaldo.
Questionada quanto aos investimentos para adequar as escolas, a Seduc informou em nota que as estimativas estão sendo elaboradas. A pasta diz que a ideia é redirecionar orçamentos já existentes para as novas ações e fazer complementação orçamentária, se possível e quando necessário.
o  Povo 
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