
De acordo com o IBGE, o valor de produção é o mesmo que valor bruto de produção. Eles pegam o chamado “preço de porteira”, que é o preço livre de fretes e impostos, e multiplicam pelo total produzido. O resultado é o valor de produção.
A cidade baiana teve R$ 3,6 bilhões em valor de produção, aumento de 54,4% em comparação com 2017. A principal cultura local é a soja, com 1,6 milhão de toneladas e valor de produção de R$ 1,8 bilhão.
O gerente de Agricultura do IBGE, engenheiro agrônomo Carlos Alfredo, destacou em entrevista à Agência Brasil que São Desidério também é grande produtor de milho e de algodão herbáceo, tendo produzido 513,3 mil toneladas de algodão herbáceo (+75,4%), com valor de produção de R$ 1,5 bilhão; e 558,1 mil toneladas de milho (+45%), com valor de produção de R$ 281,7 milhões. Alfredo lembrou que o algodão é um produto que tem alto valor agregado. Isso fez com que o município, somando todas as culturas, se destacasse como o primeiro do Brasil.
A cidade não sofreu os efeitos das condições climáticas desfavoráveis para a produção de milho, como ocorreu em outras regiões. “Em São Desidério, eles não tiveram problemas com seca”.
São Desidério desbancou o município mato-grossense de Sorriso, que caiu da primeira colocação para a terceira no ‘ranking’ das maiores economias agrícolas brasileiras, com valor de produção de R$ 3,3 bilhões (alta de 0,7% sobre 2017). O principal produto também é a soja, com 2,2 milhões de toneladas e valor de produção de R$ 2 bilhões.
O segundo posto como maior produtor nacional foi mantido pelo município de Sapezal, também em Mato Grosso, com valor de produção de R$ 3,3 bilhões, expansão de 28% em relação a 2017. O principal produto local é o algodão herbáceo, com quantidade de 756,9 mil toneladas e valor de produção de R$ 1,8 bilhão, em 2018. “O preço alto fez com que Sapezal se mantivesse no segundo lugar”, comentou o gerente do IBGE.
Fonte: Agência Brasil