
Com o objetivo de frear a degradação, estudiosos buscam ampliar a cobertura da APA de Baturité através da diminuição da cota de altitude. Atualmente, este índice está fixado em 600 metros, o que representa abrangência de uma área de 32.690 hectares da Serra. Caso a cota seja reduzida pela metade – 300 metros em relação ao nível do mar – mais áreas passariam a ser contempladas. Segundo a gestora da APA, Patrícia Jacaúna, a porção protegida receberia um “acréscimo de 178% de área e os atuais hectares protegidos por lei passariam para mais de 89 mil”.
Para concretizar a alteração, no entanto, o Conselho Gestor da APA precisa formular um Plano de Referência do Termo de Manejo da Reserva. O processo está sendo aplicado em Guaramiranga, Mulungu e Pacoti. Contudo, para o processo caminhar, outros municípios afetados pela ampliação precisam criar um Plano de Gestão Municipal.
Segundo o documento, o açude passa por um “processo avançado de eutrofização (através do qual a água adquire níveis altos de nutrientes, especialmente fosfatos e nitratos) devido ao acúmulo de grande contingente de matéria orgânica despejada de esgotos clandestinos oriundos de ocupações irregulares que margeiam o açude”.
Uma das alternativas sugeridas por Campos seria a criação de uma
Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). “Desta forma, o
Município teria capital para investir na fiscalização e, ao mesmo tempo,
garantiria a proteção ambiental, viabilizando a agricultura”, reitera.
O Município agora aguarda a finalização do relatório técnico produzido pela Semace que deve ocorrer, segundo David Campos, no início de setembro. A depender do parecer, a ampliação da reserva entra no mérito final.
Sertão Alerta
O Município agora aguarda a finalização do relatório técnico produzido pela Semace que deve ocorrer, segundo David Campos, no início de setembro. A depender do parecer, a ampliação da reserva entra no mérito final.
Sertão Alerta