Os cálculos da cúpula nacional do PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, apontam para a possibilidade de eleição de aproximadamente 14 novos senadores em 2026. O Ceará, porém, não aparece entre os estados incluídos nessa estimativa.
A disputa ao Senado no Ceará tem o candidato Pastor Alcides, do PL, na quarta posição nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Capitão Wagner (União Brasil), Luizianne Lins (Rede) e Cid Gomes (PSB).
Cid e Luizianne integram o campo político de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Elmano de Freitas. Já Wagner e Pastor Alcides estão alinhados às candidaturas de Ciro Gomes ao Governo do Ceará e de Flávio Bolsonaro à Presidência.
UNIÃO BRASIL VÊ CHANCE PARA WAGNER
Enquanto o PL não inclui o Ceará entre suas projeções de novas cadeiras, dirigentes nacionais do União Brasil consideram competitiva a candidatura de Capitão Wagner ao Senado.
O senador Camilo Santana e o governador Elmano de Freitas trabalham pela reeleição de Cid Gomes e pela eleição de Luizianne Lins. A visita do presidente Lula ao Ceará, nessa quarta-feira, ampliou a visibilidade de Cid e Luizianne.
PL PROJETA EXPANSÃO DA BANCADA
No cenário nacional, levantamento citado pelo Jornal Correio Braziliense aponta que o PL trabalha com a perspectiva de eleger cerca de 14 senadores. Em 2026, o Senado renova 54 das 81 cadeiras, enquanto outros 27 senadores permanecem com mandato até 2031.
O PL já terá nove senadores que continuam no exercício do mandato. Caso a projeção interna de 14 novas cadeiras se confirme nas urnas, a legenda passaria a contar com 23 senadores.
Em agosto, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, havia feito uma estimativa mais elevada, falando na eleição de 28 senadores.
As projeções, porém, são cálculos partidários e levantamentos baseados em pesquisas disponíveis, e não representam previsão do resultado final.
NORTE E CENTRO-OESTE CONCENTRAM EXPECTATIVAS DO PL
Segundo o levantamento citado, as maiores expectativas do PL estão concentradas nas regiões Norte e Centro-Oeste.
O partido estima desempenho mais limitado no Nordeste e, no recorte apresentado, pode não conquistar novas vagas na região.
O levantamento utilizou como referência os dois candidatos que apareciam à frente nas pesquisas Quaest mais recentes em cada estado, com utilização de pesquisa AtlasIntel no Piauí por ausência de levantamento equivalente.
DISPUTA PELO CONTROLE DO SENADO
O crescimento da bancada é considerado estratégico pelo PL porque o partido defende ampliar sua influência no Senado em temas como pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Um processo dessa natureza exige voto favorável de 54 dos 81 senadores para condenação e perda do cargo.
Mesmo na hipótese de alcançar uma bancada de 23 integrantes, o PL dependeria do apoio de parlamentares de outras legendas para atingir esse quórum.
As pesquisas citadas indicam que partidos como União Brasil, Podemos, Progressistas e Republicanos também possuem senadores favoráveis, em diferentes graus, a pautas desse tipo.
OUTROS PARTIDOS TAMBÉM FAZEM PROJEÇÕES
O levantamento nacional citado também estima crescimento ou recomposição de bancadas de outras legendas. O PT trabalha com a possibilidade de eleger aproximadamente seis senadores, que se somariam aos três com mandato até 2031.
Lideranças nacionais do MDB, PP, PSD, União Brasil, Republicanos e PSB fazem cálculos modestos, mas também aparecem nos cálculos de composição futura da Casa.
No Ceará, entretanto, o quadro permanece particular: enquanto a direção nacional do PL projeta crescimento expressivo em outros estados, Pastor Alcides aparece fora do grupo dos três primeiros colocados no cenário apresentado, e a disputa pelas duas vagas ao Senado segue concentrada principalmente entre Wagner, Luizianne e Cid.