Ceará avança na formação de nova cadeia automotiva com investimento de R$ 215 milhões em Quixeramobim

Blog do  Amaury Alencar
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Foto: Reprodução

O Ceará avança na formação de uma nova cadeia industrial ligada aos setores automotivo e motociclístico com a implantação da Magnésio do Nordeste, em Quixeramobim, no Sertão Central. O projeto prevê investimento superior a R$ 215 milhões, início das obras em 2027, operação comercial a partir de 2028 e geração de até 133 empregos diretos até 2030.

A futura unidade será voltada à produção de componentes de magnésio para veículos e motocicletas e integra a estratégia estadual de atrair fornecedores para diferentes regiões do Ceará, ampliando a presença da indústria para além da Região Metropolitana de Fortaleza.

O empreendimento deverá ocupar uma área de 18 hectares, com cerca de 38 mil metros quadrados de instalações e 22 máquinas de injeção de alta pressão.

Segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Fábio Feijó, a estratégia busca criar uma rede de empresas fornecedoras de peças, sistemas e componentes em torno das indústrias já instaladas no Estado.

Nesse processo, a PACE, em Horizonte, tem papel central. Concebida como plataforma industrial multimarcas para veículos elétricos e híbridos, a unidade recebeu investimento inicial anunciado de R$ 400 milhões e previsão de aproximadamente 250 empregos diretos na primeira fase.

A produção foi retomada em dezembro de 2025 com o Chevrolet Spark EUV. Em junho de 2026, a unidade iniciou a produção do Captiva EV e já havia ultrapassado a marca de 2,5 mil veículos produzidos para a General Motors. Posteriormente, a MG Motor anunciou a fabricação dos modelos MG4 Urban e MG S5.

Com a entrada de diferentes marcas, a antiga fábrica passou a funcionar como plataforma multimarcas, ampliando a possibilidade de atração de empresas especializadas no fornecimento de componentes.

A Magnésio do Nordeste surge dentro desse movimento. Embora a PACE (Planta Automotiva do Ceará) seja considerada um potencial cliente, o projeto foi estruturado para atender também outros mercados, especialmente o segmento de motocicletas.

O Ceará possui mais de dois milhões de motocicletas e veículos similares, mercado considerado estratégico principalmente no interior, onde esses veículos têm forte presença no transporte, no trabalho e nos serviços de entrega.

A escolha de Quixeramobim levou em conta, segundo o Governo do Estado, a posição geográfica do município e sua conexão com diferentes regiões do Ceará. A cidade também está no trajeto da Transnordestina e conta com projetos associados à implantação de porto seco, centro logístico-industrial e uma possível Zona de Processamento de Exportação privada.

A localização no Sertão Central também permite à futura indústria atender tanto empresas instaladas na Região Metropolitana quanto mercados consumidores do interior do Ceará e de outros estados nordestinos.

A expectativa do Governo do Estado é que a implantação da Magnésio do Nordeste ajude a consolidar uma cadeia de fornecedores ligada à produção de veículos e motocicletas e, ao mesmo tempo, contribua para a interiorização dos investimentos industriais e da geração de empregos no Ceará.

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