Crédito: Antonio Augusto/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) irá votar na próxima terça-feira, 15, se será aberta investigação em relação ao ministro Alexandre de Moraes por sua troca de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, assim determinou o presidente Edson Fachin.
Já na semana posterior, no dia 23, o STF irá julgar os supostos crimes de responsabilidade e abuso de autoridade atribuídos a André Mendonça, ministro relator do caso Banco Master. Os dois ministros vivem um embate na corte.
Alexandre de Moraes trocou diversas mensagens com Vorcaro e a sua esposa, Viviane Barci de Moraes, teve um contrato de R$ 131 milhões com o banco acusado de fraudes milionárias. O ministro teria editado o contrato, segundo aponta investigação.Mendonça enviou o pedido para investigar o ministro Moraes em meio à relação do magistrado com o ex-banqueiro, preso há quase um ano.
Alexandre e Vorcaro chegaram a trocar mensagens no dia da prisão do ex-dono do Banco Master.Moraes, por sua vez, acusa o ministro Mendonça de diversos crimes durante a condução da relatoria do caso no STF e que o tinha como alvo, além de outras autoridades de Brasília como o presidente do Senado Federal Davi Alcolumbre (União-AP), e de atropelar o rito policial e das investigações.
Ele incluiu o colega no inquérito das fake news, mas Fachin o retirou Moraes do inquérito e assumiu o caso. Moraes e ministros como Gilmar Mendes pediram que tanto Alexandre como Mendonça fossem julgados em uma mesma sessão plenária. Porém, o presidente do STF optou por realizar a análise em plenário em momentos distintos.
A crise no STF escalonou ainda mais após Fachin determinar que Mendonça levante o sigilo de todo o caso do Banco Master, que também investiga repasses de Vorcaro a produção do filme "Dark Horse" sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL), intermediado pelo candidato presidente Flávio Bolsonaro (PL).
Mendonça não liberou todos os arquivos argumentando que poderiam atrapalhar o andamento das investigações. Moraes e outros ministros da corte, como Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, solicitaram o acesso integral do material.Alexandre acusou André de ser seletivo nos sigilos levantados. Fachin determinou a Mendonça a retirada completa do sigilo.
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