Cid pede que apertem o número de Luizianne antes do seu nas urnas: “Primeiro as damas”

Blog do  Amaury Alencar
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O senador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, e a deputada federal licenciada Luizianne Lins (Rede), candidato também ao Senado, chegam a quarta semana de campanha eleitoral em clima de “trabalho em equipe”, cenário que recebeu na semana passada o reforço do ex-governador em agendas: nos compromissos, Cid pediu que eleitores votassem, nas urnas, antes na ex-prefeita e na sequência nele.

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“É uma regra da cordialidade, é uma regra da civilidade, é uma regra dos bons costumes. Sempre primeiro as mulheres. Isso é uma prática que eu adoto na minha vida”.

As demais quatro candidaturas – Catarina Matos (UP), General Guilherme Theophilo (Novo), Lino Alves (PCO) e Reginaldo (PSTU) – concorrem sem alianças, de forma independente. São ao todo oito nomes concorrendo ao Senado, que vai dar posse em 2027 a dois senadores cearenses.

A fala do parlamentar, que chega em 2026 a 40 anos de vida pública, explica que, a escolha deste ano nas urnas se dará em dois candidatos ao Senado. “Então, nós somos dois candidatos ao Senado. Cada cearense pode votar em dois. Não precisa ter angústia de escolher um só […] Os ingleses têm uma regra… Primeiro as damas. Então, primeiro a Luizianne e depois, se eu merecer, vou pedir o apoio para mim”.

Única com mulheres
Cid e Luizianne, que também tem feito acenos a Cid com postura amistosa nos palanques e nos registros publicados nas redes sociais, compõem a única dupla, das duas que concorrem em coligação, com candidaturas do gênero masculino e feminino, já que seus adversários diretos, Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União Brasil), optaram por uma composição unicamente masculina.

Nomes da chapa do governador Elmano de Freitas (PT), que assim como Cid busca sua reeleição, Cid e Luizianne têm subido aos palanques ao lado de outro nome também feminino, o de Gabriella Aguiar (PSD), que concorre na majoritária como vice ao Palácio da Abolição.

A composição de duas mulheres entre os cinco espaços da chapa é uma das retóricas com que os integrantes da base governista que concorrem a um mandato, como Chagas Vieira (PDT), ao Senado, e que estão em mandato eletivo, como o senador Camilo Santana (PT) têm realizado como contraponto aos adversários, representados pela candidatura oponente de Ciro Gomes (PSDB).

Questionado pelo O Estado sobre a decisão de lançar duas mulheres na chapa, Chagas Vieira, coordenador-geral da campanha do governador, cita a escolha de um nome feminino na chapa de 2022 e o secretariado constituído pelo governo Elmano quando de sua vitória.

“Elmano sempre valorizou o papel das mulheres. Teve uma mulher como vice e escolheu mais uma mulher para continuar na vice. Além disso, como governador, colocou metade das secretarias comandadas por mulheres, inclusive dois dos principais orçamentos: saúde e educação. Além disso teremos uma mulher como senadora, Luizianne Lins. Muito diferente da chapa adversária, que não tem nenhuma.”

Camilo Santana
Em maio deste ano, quando a majoritária de Elmano ainda estava em plena indefinição, Camilo Santana, questionado por este jornal, respondeu que defendia que a chapa ao pleito fosse definida com um nome feminino.

À época, o de Gabriella estava em cogitação, mas não havia perspectiva de definição, e a vice-governadora Jade Romero (PT) já tinha, como encaminhada, sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), ou seja, à deputada estadual.

Luizianne chegou ao grupo elmanista após cerca de 40 dias de indefinição sobre se concorreria ou não ao lado do governador.

Cid Gomes foi um dos responsáveis, como revelou ao O Estado, por estabelecer uma tentativa de reaproximação entre Luizianne e Elmano, aliados de muitos anos, mas afastados em razão de crises internas como a ex-prefeita de Fortaleza e o seu também ex-partido, o PT.

Em conversa com este jornal, Cid afirmou que trabalhou no distensionamento existente entre os ex-correligionários, atuando como meio de campo para que os dois se reaproximassem.

A chegada de Luizianne reduziu o poder de influência de Camilo na escolha dos nomes, que viu escorrer de suas mãos a possibilidade de emplacar o deputado federal Moses Rodrigues (União Brasil) na segunda vaga ao Senado.

Cid concorre ao Senado com o deputado federal Júnior Mano (PSB), importante cabo eleitoral de Cid no Interior do Estado, e com o empresário Júlio Ventura (PSB) como primeiro e segundo suplentes, respectivamente.Ao lado de Luizianne estão, na mesma ordem, Chagas Vieira e Rodrigo Oliveira (MDB), filho de Eunício Oliveira (MDB).

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