Ceará amplia em 19% número de negócios formais em dez anos

Blog do  Amaury Alencar
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O Brasil registrou um aumento de 41% no número de negócios formais, entre 2015 e 2025, é o que mostra a pesquisa “Empreendedorismo Informal Sob a Ótica da PNAD Contínua”, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No período, a formalização saltou de 7,45 milhões para 10,5 milhões. Entre as regiões, o Nordeste teve o segundo melhor desempenho com 12,6%, atrás somente do Norte que registrou 15,3%. Sudeste (11,6%), Centro-Oeste (10,6%) e Sul (10,4%) completaram a lista.

Outro registro importante detectado na análise é a estabilidade da atividade empreendedora. Num recorte do 4º trimestre de 2025, 76% dos empreendedores informais responderam que estão à frente do seu negócio há 2 anos ou mais, já entre os formalizados, esse percentual chega a 88%. 

Nordeste

Entre os estados do Nordeste, a Bahia liderou o crescimento total em negócios formais, passando de 342 mil para 440 mil, no período entre 2015 e 2025. Pernambuco, que tinha 202 mil empresas formais há dez anos, fechou 2025 com 269 mil. Já o Ceará saiu de 183 mil, em 2015, para 218 mil, em 2025. Todos os demais nordestinos também apresentaram crescimento: Paraíba (84 mil para 120 mil), Maranhão (84 mil para 110 mil), Piauí (69 mil para 101 mil), Rio Grande do Norte (73 mil para 99 mil), Alagoas (52 mil para 73 mil) e Sergipe (44 mil para 66 mil).

De acordo com o Sebrae/CE, a formalização é incentivada com apoio a quem deseja se formalizar e ajudando negócios formalizados a permanecerem ativos, competitivos e sustentáveis. “Uma das nossas principais estratégias é capilarizar o atendimento por meio de parcerias, especialmente através das Salas do Empreendedor. Em vez de o empreendedor se deslocar até uma unidade do Sebrae, levamos orientação e serviços para onde ele vive e trabalha. Nas Salas, o cidadão encontra apoio para entender se a formalização é adequada ao seu negócio, conhecer direitos e obrigações, abrir ou regularizar a empresa, emitir documentos e acessar capacitações, orientação gerencial, crédito e oportunidades de mercado”, explica analista da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae/CE, Alan Girão.

Outros recortes no CE

Em 10 anos, o percentual de mulheres donas de negócios formais no Ceará subiu de 37% para mais de 40%, enquanto os homens oscilaram 3 p.p. para baixo no período. No quesito raça/cor, os pretos e partos, que formam 57% do total de empreendedores, se mantiveram estáveis em relação a 2015.

Outra fatia importante mostrada na pesquisa é que, em 2015, pessoas com idade entre 40 e 49 anos formavam a maior parte dos donos de negócios formalizados, com 30,6%. Dez anos depois, houve uma espécie de equilíbrio entre as faixas etárias. Pessoas de 30 a 39 anos respondem por 26,3%, enquanto aquelas com idade entre 40 e 49 anos, por 23,9%, e as na faixa etária de 50 e 59 anos, por 23% do total. 

Quando o assunto é escolaridade, em uma década, a maior variação foi registrada entre pessoas com nível superior que, em 2015, representavam 30,5% das empresas formalizadas, mas avançou 12,4 p.p., e, atualmente, representa 42,9% dos negócios formais no Estado. O levantamento registrou ainda uma queda entre os formalizados com fundamental incompleto ou médio completo que saiu de 18,7% para 10,6%.

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