
O governador Elmano de Freitas (PT) definiu Ciro Gomes (PSDB) como oportunista ao, na manhã desta quarta-feira (9), comentar fala do tucano que excluiu a ex-governadora Izolda Cela (PSB) como mentora dos resultados positivos da educação no Ceará.
“Aonde chega o oportunismo político-eleitoral. E eu quero assim homenagear essa grande mulher cearense que nos orgulha”, afirmou após creditar os índices da área ao longo da última década e meia a um projeto iniciado com Izolda e o ex-governador Cid Gomes (PSB), que concorre à reeleição ao Senado.
Cid e Ciro são irmãos. O tucano disse que o também irmão, Ivo Gomes (PSB), foi “o cérebro por trás de toda revolução da educação no Ceará”. Ivo apoia Ciro em sua corrida ao Palácio da Abolição.
Também em sua declaração desta quarta, Elmano afirmou que vai “continuar a fazer a educação tendo o professor como o mais importante na mudança para melhor da educação” e resgatou o governo de Ciro Gomes, na década de 1990, afirmando que “a maior aposta que ele [Ciro] fez como governador foi obrigar as escolas do Ceará ter tele ensino”.
A medida de Ciro, em 1993, objetivou cobrir a carência de docentes de 5ª a 8ª série e colocou na sala um orientador responsável por acompanhar estudantes durante os cerca de 15 minutos de aula a distância.
“A proposta do então governador Ciro Gomes foi obrigar alunos a ficarem olhando para uma televisão achando que isso era melhorar a qualidade do ensino […] Eu aposto é no professor, é no livro, é na estrutura, é na tecnologia, mas como assessoria para o professor e jamais para substituir um professor. São projetos muito distintos de educação que se apresentam para o Ceará”.
Questionado pelo O Estado sobre a acusação de Ciro contra o senador Camilo Santana, o deputado estadual Fernando Santana (PT) e o deputado federal e candidato à reeleição Yury do Paredão (MDB), de que o ex-ministro da Educação teria montado um esquema criminoso com uso de verba pública com os parlamentares, Elmano afirmou que Ciro não tem “capacidade emocional, de poder gerenciar, de unificar, de gerar união no Estado”.
“É o Ciro sendo o Ciro […] Isso vai demonstrando a falta de capacidade emocional, de poder gerenciar, de unificar, de gerar união no Estado. Eu lamento muito que alguém queira ganhar voto falando mal dos outros e com mentira. E é isso que nós temos que não cair, digamos assim, numa armadilha e ficar querendo trocar ataque por ataque. Eu vou devolver isso é com proposta para para o povo cearense e com mais trabalho”.