Uma operação da Polícia Civil do Ceará (PC-CE) apreendeu 18 armas de fogo e e prendeu cinco Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) que estavam com registros inabilitados. As ações ocorreram na manhã desta terça-feira, 25, nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato (no Cariri) e Iguatu (Centro-Sul do Estado).
Conforme a Polícia Civil, a ofensiva teve como foco alvos que respondem por crimes e estavam proibidos de possuir ou portar armamentos devido ao cancelamento de seus Certificados de Registro (CRs).
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. Kled Farias da Nóbrega, Gerson Elias da Silva, Pedro Guilherme de Araújo Neto, Cícero Vieira Cavalcante e Antônio Walter Brito Neto foram presos em flagrante após armas consideradas ilegais serem encontradas com eles.
Em depoimento, Kled alegou que desconhecia o cancelamento de seu CR, afirmando que não foi notificado pela Polícia Federal nem pelo Exército Brasileiro.
"Acrescentou que tentou renovar apenas o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) de duas delas que estavam vencidas, pontuando que, atualmente, a pistola calibre 9mm encontra-se com o CRAF regular, enquanto as demais estavam com o documento vencido", cita trecho da decisão da audiência de custódia à qual ele foi submetido.Segundo a Polícia Civil, os suspeitos já respondem por crimes como lesão corporal, posse ou porte ilegal de arma de fogo, difamação e dano.
Kled e Gerson foram soltos após o pagamento de fiança, enquanto Pedro Guilherme obteve liberdade provisória sem a necessidade de fiança. As decisões das audiências de custódia de Cícero e Antônio Walter não haviam sido divulgadas até a publicação desta matéria.De acordo com a Polícia Civil, os investigados já respondiam por crimes como lesão corporal, posse ou porte ilegal de arma de fogo, difamação e dano.
Além das 18 armas, os agentes apreenderam munições e acessórios para armamentos.Operação SentinelaA ofensiva, intitulada "Operação Sentinela", foi deflagrada pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Sul (Draco Sul) e da Delegacia de Combate ao Tráfico de Armas, Munições e Explosivos (Desarme).
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a mobilização integra as ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), via Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
o Povo