Ciro faz ato de lançamento da chapa de oposição

Blog do  Amaury Alencar
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                                                           Crédito: Samuel Setubal 

No ato de lançamento da chapa majoritária da oposição no Ceará, o candidato a governador Ciro Gomes (PSDB) se referiu ao bloco governista como "uma dessas novas facções do Ceará".

"Viramos reféns de um pequeno grupo que sequestrou o poder em proveito próprio. E que além de não ter conseguido vencer as facções, longe disso, entregou nosso estado a elas, terminaram nesse grupo se transformando eles mesmo em uma dessas novas facções do Ceará", discursou.  Em outro trecho, ele seguiu: "Na organização que domina o Ceará temos vários tipos de personagens, mas uma coisa eles têm em comum. A máscara, o disfarce, a máscara enganadora".Ele detalhou, sem citar nomes. "O mais perigoso deles veste a máscara de bonzinho para esconder um coração cheio de ódio, prepotência e maldade"

E completou: "E o mais frágil, o mais fraco, o mais omisso e mais covarde treina agora a voz de durão e infla o peito da falsa musculatura para esconder sua espinha curvada perante seus chefes locais e nacionais".Ele disse ainda: "Foi para vencer esse grupo encastelado que nós fizemos nascer a aliança política mais poderosa da história recente do Ceará. Uma aliança tão forte que amedronta os poderosos de plantão".Ao falar sobre mudança, ele destacou o motivo de considerá-la necessária. 

"Por que mudar? Porque o Ceará ficou mais pobre, está ficando cada dia mais pobre. Está ficando cada dia mais inseguro. Nosso estado perdeu o rumo e começou a andar para trás. Deixou de ser aquele estado modelo, com o governo mais moderno e inovador do País, para regredir ao pior dos velhos tempos dos coronéis", apontou"E o pior, de coronéis agora vestidos de ternos elegantes, comprados a muito dinheiro público, bem cortados, que com fala mansa e traiçoeira, sem caráter, embalam um falso discurso de modernidade e solidariedade, enquanto vão semeando miséria, roubalheira, violência e impunidade". 

O ato marca o lançamento das candidaturas de Ciro, de Roberto Cláudio (União Brasil) a vice-governador e de Capitão Wagner (União Brasil) e Alcides Fernandes (PL) a senadores.Antes de Ciro, falou a esposa dele, Gizelle Bezerra, que se emocionou logo no início do discurso, ao falar do marido. "Ele é verdadeiro, muito verdadeiro, às vezes até verdadeiro demais, se prejudica por isso".  Tasso JereissatiPenúltimo a discursar antes de Ciro foi o senador Tasso Jereissati (PSDB). Ele destacou o caráter e o espírito público como fatores para unir personagens tão diferentes na oposição. Roberto Cláudio Candidato a vice-governador, Roberto Cláudio falou repetidamente sobre os adversários. "A disputa do poder pelo poder é tão grande que dentre eles é a conspiração e a traição que reina para produzir inclusive essa chapa que ninguém sabe como vai terminar".

Ele disse que a perspectiva de mudar o Ceará uniu pessoas que pensam diferente em muitas coisas e votarão em candidatos distintos a presidente. O ex-prefeito de Fortaleza afirmou ainda que a raiva do que acontece no Estado foi transformada em articulação.RC disse ainda que Ciro foi conclamado a ser candidato a governador. Capitão WagnerCapitão Wagner (União Brasil), candidato a senador, bateu no governador Elmano de Freitas (PT) e, mais ainda, no senador Camilo Santana (PT). "Com todo respeito à pessoa chamada Elmano, mas escolheram um poste para governar o Estado do Ceará. Que não manda em nada. 

Todo mundo sabe quem manda no Governo do Estado do Ceará. Mas Camilo não está satisfeito em mandar só no Governo do Estado, ele quer mandar na Assembleia, ele quer mandar no Judiciário, ele quer mandar em tudo".Ele disse ainda: "Podem me chamar de briguento, pode me chamar de insistente. Podem me chamar até de intransigente, mas jamais apontarão o dedo para mim para me chamar de corrupto. E quando dizem que eu sou briguento, eu digo, doutor Ciro, que eu pareço um pouquinho com o senhor".Ele disse ainda: "Podem me chamar de briguento, pode me chamar de insistente. Podem me chamar até de intransigente, mas jamais apontarão o dedo para mim para me chamar de corrupto. 

E quando dizem que eu sou briguento, eu digo, doutor Ciro, que eu pareço um pouquinho com o senhor".  Alcides Fernandes Candidato a senador e primeiro integrante da chapa majoritária a discursar, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), comparou as gestões governistas ao marido que bate na esposa. "Eu vejo a Terra da Luz, o nosso Estado do Ceará, igual àquela família que vive sofrendo com hematomas desse PT. 

O PT que há década está matando, está maltratando o Estado do Ceará".Ele prosseguiu com a metáfora: "Precisava alguém se levantar para dizer, tal como aquele rapaz, aquele jovem mais velho da casa. Aí Ciro Gomes se levanta e diz: 'A parada agora é comigo'. Precisava do nosso irmão mais velho peitar esse esquerdista que está aí sendo um verdadeiro torturador do povo".

O candidato disse que quer ir a Brasília e defendeu a redução da carga tributária como forma de gerar emprego. Mulheres Primeiro a discursar, o deputado federal Mauro Filho (União Brasil), coordenador do programa de governo, terminou o discurso com menção às mulheres. "Eu não tenho dúvidas de que este governo vai prestigiar as mulheres do Estado do Ceará".Na sequência, foram chamadas três mulheres para discursar: as deputadas estaduais Emília Pessoa (PSDB) e Dra. Silvana (PL) e a ex-deputada federal Dayany Bittencourt (União Brasil). 

Na véspera, na convenção da base governista, que oficializou Elmano de Freitas (PT), houve críticas por a chapa de oposição ser composta apenas por homens. Na situação, foi anunciada na sexta-feira, 1º, a candidatura de Gabriella Aguiar (PSD) a vice-governadora.Convenções já ocorreramAs convenções dos partidos aliados já foram realizadas.

A do PSDB, no primeiro dia de prazo, em 20 de julho. A do PL, no dia 22. A da federação União Brasil e Progressistas em 26 de julho. Foram atos mais discretos. Neste sábado, 1º, ocorre o ato político de lançamento das candidaturas da coligação.Foram exibidos vídeos com mensagens do deputado estadual Sargento Reginauro (União Brasil) e do deputado federal Danilo Forte (Progressistas), ambos ausentes devido a problemas de saúde.

                                                          o povo 

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