
O dilema sobre a presença ou não da deputada federal Luizianne Lins (Rede) em uma das vagas para o Senado na majoritária do governador Elmano de Freitas (PT) tem até a próxima semana para ser resolvido. Essa delimitação temporal foi prevista pelo deputado estadual Renato Roseno (PSOL). O deputado estadual falou ao O Estado que, desde a conversa entre Luizianne e o senador Camilo Santana (PT), no qual houve a publicação de uma foto nas redes sociais de ambos, não houve mais diálogos com o senador petista. O encontro em questão aconteceu no dia primeiro deste mês.
“[Depois do último encontro] Não teve mais conversa com o Camilo, não teve conversa com o Elmano. Nós estamos aguardando, essas conversas que devem acontecer entre hoje, dia 14, até o dia 21”, afirmou o deputado nesta terça-feira (14). Na primeira semana deste mês, também questionado por este jornal, Renato Roseno havia sinalizado que, naquele momento, havia um prazo até “o final da próxima semana”, ou seja, da segunda semana de julho para saber quais rumos seriam tomados. A semana a que se refere é a encerrada no sábado dia 11.
A pré-candidatura da deputada à Câmara Alta segue na esteira em meio aos acontecimentos. Em suas últimas declarações públicas, Luizianne tem reforçado seu nome na disputa, argumento que é sustentado também por seu partido. Este jornal publicou em sua última edição que, de acordo com o presidente estadual da Rede, Wesley Diógenes, a candidatura da ex-prefeita de Fortaleza ao Senado está confirmada com ou sem sua participação na chapa de Elmano de Freitas.
“Em 1º lugar”
Ainda nesta terça, Renato Roseno retomou a argumentação que sustentou há duas semanas para O Estado de que o nome de Luizianne “é um clamor popular”, dada a circunstância de que a parlamentar pontua nos primeiros lugares nas pesquisas internas do partido, defende. “O povo quer Luizianne é evidente. Veja, [ela pontua] em primeiro lugar em algumas pesquisas, segundo lugar em outras pesquisas, a depender do cenário […] É uma candidatura nascida do apelo popular. Ela não nasceu de gabinete, convenção intragovernamental, conversas intrapartidárias”.
“Sem Izolda”
A possibilidade de a ex-governadora Izolda Cela (PSB) compor como primeira suplente na chapa de Luizianne Lins, ventilada nos últimos dias, foi minimizada pelo deputado estadual Renato Roseno. Ao O Estado, o parlamentar afirmou que não há tratativas nesse sentido e citou uma manifestação pública do ex-prefeito de Sobral e marido de Izolda, Veveu Arruda (PT).
“Não houve. Inclusive eu ouvi os comentários do companheiro da ex-governadora Izolda, o ex-deputado e ex-prefeito Veveu Arruda, dizendo: ‘Não, essa conversa não existe’. Eu li os comentários, não conversei com ela e não conversei com ele. Eu li o que ele escreveu em rede social, só para ser bem preciso”, afirmou Roseno.