O governador Elmano de Freitas (PT) afirmou que define nesta semana as duas últimas vagas da chapa majoritária governista, de vice e de senador, com rodada de conversas com os deputados Eunício Oliveira (MDB) e Luizianne Lins (PT) e os dirigentes partidários Chiquinho Feitosa (Republicanos) e Domingos Filho (PSD).Após participar das convenções do PDT e da federação PRD-Solidariedade, o governador reuniu o secretariado na tarde de sábado, 25, para fazer balanço da gestão.
Em entrevista, ele comunicou que as decisões majoritárias deverão ser "necessariamente" tomadas até a convenção do PT, na sexta-feira, 31, que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Necessariamente nesta semana, porque a nossa convenção é dia 31 e até a convenção nós devemos estar com isso devidamente resolvido", disse em coletiva de imprensa.
O chefe do Executivo cearense foi questionado sobre o diálogo com os pré-candidatos ao Senado pela base, marcado por recente reunião com o deputado Eunício e possível distanciamento do grupo de Luizianne.Elmano, no entanto, reforçou que manteve contato com os mencionados e prometeu nova rodada de conversa "nos próximos dias". "Primeiro, tive uma conversa com o presidente do Psol (Alexandre Uchôa, no Ceará).
Tivemos uma reunião para eu poder ouvi-lo, qual era a ideia que o partido estava tendo, a federação Rede-Psol. Depois, eu tive uma reunião com o querido deputado Eunício Oliveira. Eu vou ter outra rodada de conversas com o Chiquinho Feitosa, que também pleiteia ser senador, e temos ainda conversa com Domingos Filho, que é de outro partido que poderia indicar algum membro para a vaga de senador, de vice", alegou.
O governador informou que agenda com os pré-candidatos ainda segue em construção. "Vamos fazer ainda essa rodada de conversa. Eu também ainda não tive a segunda conversa com o Chiquinho. Eu também não tive a segunda rodada de conversa com Domingos Filho.
Vou fazer nos próximos dias. Eu estou combinando isso", destacou. Elmano foi indagado sobre uma eventual participação do ex-secretário Chagas Vieira na composição, enquanto filiado ao PDT, partido da base. Assim como os demais, ele não o descarta e diz que "pode ocupar qualquer posição".
"Ele (Chagas) pode ocupar qualquer posição. Agora isso é da mesma maneira que respondi, relacionado a Luizianne, Chiquinho Feitosa, Eunício e aos demais integrantes de partidos. Isso vai ser decidido coletivamente, colegiadamente, que partido ocupa que posição", finalizou
Nem todos os nomes serão atendidos e suplências também seguem em aberto Elmano fez adendo sobre existir um número maior de pré-candidatos em relação às duas vagas, afirmando que nem todos serão atendidos no posto desejado.
"Estamos, dessa maneira, podendo garantir que vamos tomar essa decisão ouvindo todo mundo, dialogando com todo mundo. Eu citei aqui pelo menos quatro partidos. PSD, Republicanos, federação Pso- Rede e MDB, e estamos falando de duas vagas principais. Então, nós não temos como resolver dizendo que todo mundo vai estar atendido na vaga que está colocando o nome", justificou.O gestor estadual reiterou que as suplências seguem em discussão.
"Vamos tentar encontrar quais os nomes que garantem a máxima unidade da nossa aliança em torno dessas duas vagas, sabendo que tem as suplências que também vamos discutir."Todos os nomes têm chance, diz Guimarães Ex-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados e ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT) garantiu que todos os nomes ventilados na imprensa são considerados na escolha do governador.
O processo, por sua vez, deve seguir nos bastidores, conforme Guimarães."A segunda vaga para o Senado. Estamos tratando no bastidor. Todos os nomes falados na imprensa têm chance, mas nós vamos tratar disso logo após a conclusão das conversas internas", afirmou em declaração no mesmo dia. O ministro projetou que a chapa estará montada até a chegada de Lula ao Ceará.
"Na próxima semana, o Lula vai vir para a convenção no dia 31 [...] Até lá, nós temos que estar com a chapa toda montada, os dois senadores, os suplentes e, sobretudo, o comando da campanha aqui no Ceará."Cid Gomes já foi anunciado para a chapa majoritária No dia 14 de julho, o senador Cid Gomes (PSB) foi anunciado como pré-candidato à reeleição na chapa encabeçada pelo governador petista, com o deputado federal Júnior Mano (PSB) na primeira suplência.
Decisão ocorreu após diálogo com o presidente Lula (PT), em pedido direto a Cid.A definição destravou o impasse pela primeira cadeira da Câmara Alta, mas gerou rusgas com o deputado Eunício Oliveira, que chegou a acusar Cid de "chantagem".
O deputado federal afirmou ao colunista Henrique Araújo, do O POVO, que o estava “fazendo todos os tipos de chantagem para não pular para o irmão”, em referência ao candidato a governador Ciro Gomes (PSDB), adversário de Elmano.
Cid se limitou a desejar "saúde" para o senador, quando questionado sobre o tema.Cid também foi questionado sobre a possível presença de Luizianne Lins na chapa, mas ressaltou que é o governador que conduz o processo de escolha. Senador pessebista, por sua vez, disse ter proximidade com a deputada federal.
"O governador Elmano é que vai conduzir esse processo. Mas a Luzianne é um quadro que eu respeito muito, sempre tive com ela uma excelente relação, nem sempre de concordar em tudo. Às vezes ela discordou de mim, às vezes eu discordei dela, mas a minha relação com ela é uma relação de franqueza, de sinceridade, e eu a considero uma pessoa do bem", sustentou durante coletiva na convenção partidária do PDT, no sábado, 26
O POVO