
O secretário da Fazenda do Ceará, Fabrízio Gomes, afirmou, em entrevista ao , que a política fiscal adotada pelo Governo do Estado desde 2023 tem garantido crescimento econômico, atração de investimentos privados e geração de empregos.
Segundo Fabrízio, o Ceará mantém indicadores acima da média nacional, com expansão do Produto Interno Bruto (PIB), aumento da arrecadação e o menor índice de desemprego da história do Estado.
Entre os investimentos em andamento, Fabrízio destacou a instalação do polo automotivo de Horizonte e a construção de um datacenter no Complexo do Pecém (CIPP), empreendimentos que, segundo ele, impulsionam a economia e ampliam a oferta de empregos.
De acordo com o secretário, a fábrica de veículos já produz os modelos Spark e Captiva e deverá atrair novos fabricantes para o Ceará.
“Cada nova linha de produção representa cerca de 500 a 600 empregos diretos, com postos de trabalho qualificados e melhor remuneração”, afirmou.
NOVAS EMPRESAS
Fabrízio ressaltou que a Secretaria da Fazenda mantém uma equipe dedicada à análise de incentivos fiscais para novos empreendimentos, buscando equilibrar a concessão de benefícios com o fortalecimento da arrecadação estadual.
De acordo com o Secretário da Fazenda, o Estado trabalha em parceria com a iniciativa privada para ampliar investimentos e fortalecer a economia.
“O equilíbrio fiscal e uma economia forte caminham juntos. O setor privado precisa de um Estado organizado, com contas equilibradas e segurança jurídica para investir”, disse.
COMPETIVIDADE
O secretário atribuiu a capacidade de atração de investimentos a um conjunto de fatores estruturais do Ceará, entre eles a localização estratégica, a existência de cabos submarinos de fibra óptica, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o Porto do Pecém, a Ferrovia Transnordestina e a situação fiscal do Estado.
Segundo Fabrízio, essas condições tornam o Ceará mais competitivo na disputa por novos empreendimentos.
EFEITOS DO TARIFAÇO
Durante a entrevista, o secretário também abordou os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ele informou que o Governo do Estado mantém um programa de apoio aos setores exportadores afetados.
Até o momento, segundo Fabrízio, cerca de R$ 9,5 milhões já foram liberados às empresas atingidas, enquanto aproximadamente R$ 4 milhões ainda estão em fase de análise para pagamento.
O secretário afirmou que técnicos da Secretaria da Fazenda avaliam os efeitos da nova rodada de tarifas sobre quase quatro mil produtos para definir eventuais medidas de apoio.
“O objetivo é preservar os empregos, manter a competitividade das empresas e garantir o ritmo de crescimento da economia cearense”, afirmou.
INCENTIVOS PARA O INTERIOR
Fabrízio destacou que os programas de incentivos fiscais não se concentram apenas na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo ele, municípios do Cariri, Sertão Central, Vale do Jaguaribe, Sertões de Crateús e outras regiões também recebem estímulos para atrair indústrias.
Entre os instrumentos citados estão o Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) e incentivos voltados à interiorização dos investimentos, aproveitando projetos estruturantes como a Transnordestina.
CONTAS EQUILIBRADAS
Ao comentar a situação financeira do Estado, o secretário afirmou que o Ceará mantém nota máxima na avaliação de capacidade de pagamento do Tesouro Nacional (Capag A+) e apresenta o menor nível de endividamento dos últimos 15 anos.
Segundo ele, a dívida corresponde atualmente a cerca de 24,4% da receita corrente, percentual muito inferior aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Fabrízio destacou ainda que o Estado encerrou 2025 com R$ 4,9 bilhões em investimentos, o maior volume da história, e já aplicou cerca de R$ 3,5 bilhões entre janeiro e julho deste ano.
DINHEIRO PARA A SEGUNDA PARCELA DO 13º
O secretário assegurou que a saúde fiscal do Estado garante recursos para investimentos públicos e também para o pagamento da segunda parcela do 13º salário dos servidores estaduais.
“O Ceará tem liquidez, disponibilidade de caixa, baixo endividamento e capacidade para continuar investindo e honrando seus compromissos”, concluiu Fabrízio.
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