Caririaçu e Crato têm empregadores na atualização da “lista suja” do trabalho escravo

Blog do  Amaury Alencar
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A chamada "lista suja" é um cadastro público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego

"Lista suja" é um cadastro público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego | Foto: Divulgação

Rogério Brito

Dois empregadores do Cariri constam na atualização do cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal na última quinta-feira (9). Os registros são de um empregador de Caririaçu e de uma empregadora do Crato.

Em Caririaçu, o cadastro aponta um empregador pessoa física. O caso envolve um trabalhador encontrado em condições análogas à escravidão na zona rural do município. A decisão administrativa de procedência foi proferida em 5 de junho do ano passado.

No Crato, o registro envolve uma empregadora, também pessoa física, e uma trabalhadora. A decisão administrativa de procedência foi publicada em 14 de novembro de 2025, e a empregadora foi incluída no cadastro em 5 de junho deste ano.

 Os empregadores somente são incluídos após a conclusão do processo administrativo, quando não há mais possibilidade de recurso. O nome permanece na lista por dois anos e só é retirado caso não haja novos registros de exploração de trabalhadores e todas as pendências decorrentes da autuação sejam regularizadas.

Lista suja

A chamada “lista suja” é um cadastro público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, normalmente nos meses de abril e outubro, com o objetivo de dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil.

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