MP denuncia comerciário que atropelou e matou em Juazeiro um funcionário público e feriu outras pessoas

Blog do  Amaury Alencar
0


Raoni já respondia outros procedimentos criminais. | Foto: Reprodução

Demontier Tenório

 Um homem indiciado por atropelar três pessoas em Juazeiro e matar uma delas foi denunciado pela Promotoria de Justiça. O crime aconteceu na madrugada do último dia 23 de maio na Avenida Plácido Castelo (Lagoa Seca) quando as pessoas saíam do Budega Cariri. No local, morreu o funcionário público da Prefeitura de Milagres Airton Ferreira Rocha Neto, de 33 anos, que residia no bairro Eucaliptos naquele município.

Houve uma briga quando o comerciário Romário Raoni Pereira Agostinho, de 31 anos, que usava tornozeleira eletrônico apanhou um carro e seguiu na direção das pessoas matando uma e deixando outras duas feridas. Raoni reside no bairro Pirajá já respondia por lesões corporais, violência doméstica, desacato, crime contra a incolumidade pública e, agora, denunciado por homicídio doloso. Ele segue preso na cadeia pública de Juazeiro à disposição da justiça.

De acordo com a Promotoria, o acusado, que estaria sob efeito de bebida alcoólica, utilizou o veículo para ferir as vítimas que se encontravam em frente ao restaurante. Ele teria jogado o carro contra um grupo de pessoas, e, após o primeiro impacto, o denunciado prosseguiu com a manobra, atingindo novamente quem já estava no chão e fugindo em seguida sem prestar socorro. A partir dos depoimentos e imagens de câmeras de segurança, o MP fez a denúncia incluindo dupla tentativa de homicídio.

A Promotoria também requereu a fixação de valor mínimo para reparar danos morais sofridos pelas vítimas. Ao ser preso, Raoni disse em depoimento que estava embriagado e não recordava o que tinha ocorrido. Apenas ter discutido com uma pessoa sem lembrar o motivo. Falou ainda que outros que estavam com essa pessoa partiram na sua direção, passando a agredi-lo chegando a esfregar o seu rosto no chão. Acrescentou mais ter ido ao carro estacionado perto já movido por “acesso de fúria” e a raiva o “cegou”. Raoni admitiu ter atropelado o grupo, mas “sem a intenção de matar”.

Postar um comentário

0Comentários
Postar um comentário (0)