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Rogério Brito
Mais de oito animais foram encontrados mortos por suspeita de envenenamento no Sítio Sabiá, na zona rural de Juazeiro do Norte. A denúncia mobilizou agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e representantes do Conselho de Proteção Animal, que estiveram no local no último sábado (20).
Segundo a coordenadora estadual de Proteção Animal, Eliziane Lucena, o caso pode não ser isolado e há indícios de recorrência na comunidade. Ela informou que será registrado boletim de ocorrência para investigação e que também serão realizadas ações de orientação com moradores.
“Foram vítimas muito mais que dez animais. É um crime recorrente na localidade. Será realizado boletim de ocorrência para que seja apurado o suposto crime, como também um trabalho educativo de sensibilização na comunidade”, afirmou.
A presidente do Conselho de Proteção Animal, Tânia Pinheiro, chamou atenção para a gravidade da situação e a possível utilização de um veneno de alta letalidade. De acordo com ela, relatos da comunidade apontam que os animais chegam a morrer poucos metros após a ingestão da substância, o que indica possível intencionalidade no crime.
“A letalidade desse material, pelo relato da comunidade, ela é muito intensa. O animal caminha poucos metros, nem dez metros, e o animal já cai tombando. Então há uma intencionalidade disso e a letalidade do produto que eles estão usando”, alertou.
Penalidades
De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), praticar maus-tratos, ferir ou matar animais pode resultar em pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Quando há morte do animal, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.
Se o crime envolver cães ou gatos, a legislação prevê punição mais severa, com reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda do animal.