Em disputa de bastidor, PSD larga na frente para ocupar posto de vice de Elmano

Blog do  Amaury Alencar
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ELMANO com o presidente do PSD Ceará, Domingos Filho

ELMANO com o presidente do PSD Ceará, Domingos Filho / Crédito: DANIEL GALBER / ACERVO O POVO


 O PSD de Domingos Filho se cacifou para ocupar a vice do governador Elmano de Freitas (PT) na disputa pela reeleição. Ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, o dirigente pessedista é cotado como plano "b" para o posto. O plano "a" é a filha de Domingos, Gabriela Aguiar, vice-prefeita de Fortaleza.

O nome de Gabriela cresceu na bolsa de apostas desde que passou a frequentar a lista de lideranças com potencial para agregar capital à chapa encabeçada pelo petista. Entre os trunfos da ex-deputada, estão, além de suas qualidades pessoais, o peso partidário e a força dos Aguiar no interior.

Para o entorno de Elmano, a opção por Gabriela resolveria boa parte dos problemas do Abolição em acomodar aliados na composição. Com MDB e PSD medindo força nos bastidores, o governismo tenta equilibrar a distribuição de espaços.

Disputa pelo Senado

Essa tensão se estende à formação da chapa para o Senado, cuja montagem depende ainda da definição da vice. Cumprida essa etapa, com a atual vice da capital cearense sendo deslocada para a corrida estadual, restaria bater o martelo sobre as duas cadeiras para a Câmara Alta.

Nesse cenário, considerando que o PSD já estaria contemplado com sua cota na aliança, a dúvida recairia sobre a escolha dos nomes para brigar pela senatorial. Até pouco tempo atrás, os candidatos seriam Cid Gomes (PSB) e Eunício Oliveira (MDB), mas há dificuldades nesse desenho.

Uma delas diz respeito a Cid, que já declarou incontáveis vezes que não pretende postular a cadeira e que seu candidato a senador é o deputado federal Júnior Mano (PSB), que, no entanto, encontra resistência no Abolição.

Entre governistas, uma chapa composta por Mano e Eunício seria menos competitiva, isso sem contar a possibilidade de que episódios relacionados à investigação que tramita no STF envolvendo o pessebista possam pipocar mais adiante, atrapalhando os planos de Elmano.

Uma ala da base passou então a trabalhar com a hipótese de dobradinha entre Cid e Eunício. Esse arranjo, porém, não foi consolidado ainda, em parte porque também sofreria rejeição dentro do bloco.

Para onde irá Cid Gomes?

Há ainda uma indecisão quanto ao futuro de Cid. Embora tenha sinalizado abertura para buscar a reeleição, o Ferreira Gomes tem se mantido calado, enquanto Mano reafirma disposição para concorrer ao Senado.

A situação pressiona o Governo a bater o martelo. Em entrevistas recentes, o senador Camilo Santana (PT) negou que tenha qualquer ressalva a Mano, mas reitera a candidatura de Cid porque ele teria mais força política no pleito.

Aliados de Camilo avaliam que, sem Cid, a chapa perderia densidade eleitoral, ficando sem uma liderança que mobilizasse votos - Mano não teria essa característica.

                                                          O povo

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