Terreno de 100 hectares pode receber fábrica de baterias e polo logístico em Quixadá

Blog do  Amaury Alencar
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 Quixadá prepara uma estratégia para atrair novos investimentos e movimentar a economia local. A proposta é destinar uma área de 100 hectares — equivalente a cerca de 140 campos de futebol — para instalação de atividades industriais e logísticas, incluindo projetos ligados à exploração de lítio e à produção de baterias.

A iniciativa, no Sertão Central do Ceará, foi apresentada pelo prefeito Ricardo Silveira, que também articula parcerias para viabilizar a chegada de capital estrangeiro interessado no potencial mineral da região. Além de Quixadá, cidades vizinhas como Banabuiú e Solonópole também entram nesse radar de exploração.

Um dos pontos considerados estratégicos é a localização do terreno, que fica a cerca de 10 quilômetros da Usina de Biodiesel de Quixadá e ao lado da ferrovia Transnordestina. A proximidade com a linha férrea abre espaço para a criação de um polo logístico, facilitando tanto o escoamento da produção mineral quanto o transporte de insumos industriais.

Dentro desse plano, também está em discussão a possibilidade de implantação de um braço da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE), o que poderia ampliar a competitividade das empresas instaladas na área, especialmente no comércio exterior.

As negociações para instalação de uma fábrica já estariam em andamento com um grupo chinês, segundo o gestor municipal, indicando o interesse internacional no projeto.

A proposta foi discutida durante um encontro no Sindicato dos Engenheiros no Ceará, que também abordou a retomada das atividades da Usina de Biodiesel local. A reativação da unidade foi anunciada recentemente pela Petrobras, após articulação do governo federal.

A combinação entre a ferrovia Transnordestina e a usina de biodiesel é vista como um fator de fortalecimento da cadeia produtiva da região. Com a operação da ferrovia, a expectativa é facilitar a chegada de grãos vindos do Matopiba — região que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — reduzindo custos na alimentação de rebanhos e no abastecimento da própria usina.

Além disso, o município já articula parcerias para aproveitar o fluxo de retorno dos trens, buscando enviar produtos locais e ampliar as oportunidades de negócios.

A aposta é que a junção de mineração, indústria e logística transforme a região em um novo polo de desenvolvimento no interior do estado.

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