Michelle e Girão endurecem críticas a possível aliança com Ciro no Ceará

Blog do  Amaury Alencar
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador cearense Eduardo Girão, que é pré-candidato ao Governo do Estado, voltaram a subir o tom contra a possibilidade de uma aliança do PL no Ceará com Ciro Gomes, nome também cotado para disputar o Palácio da Abolição em 2026.

As críticas foram feitas nesta segunda-feira (4), por meio das redes sociais, e evidenciam o racha interno sobre os rumos políticos da sigla no estado. Michelle compartilhou um vídeo em que Ciro aparece fazendo ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro e questionou, na legenda, o apoio de setores da direita ao ex-ministro. A publicação reforça uma posição que ela já havia adotado anteriormente. Em novembro de 2025, durante o lançamento da pré-candidatura de Girão, Michelle classificou a possível aliança como precipitada.

Na época, a fala gerou reação dentro do próprio partido. O deputado federal André Fernandes, presidente do PL no Ceará, criticou o posicionamento e chegou a afirmar que não aceitaria interferências externas nas decisões locais da legenda, o que evidenciou o desconforto entre lideranças.

Apesar das divergências, o partido decidiu, posteriormente, suspender as conversas com Ciro Gomes após reunião com nomes da cúpula nacional, incluindo o senador Flávio Bolsonaro e o presidente da sigla, Waldemar Costa Neto.

Eduardo Girão também voltou a se posicionar de forma contundente. Em publicação recente, o senador criticou a possibilidade de acordo e classificou a articulação de forma negativa. Ele respondeu a um comentário que sugeria apoio a Ciro em troca de contrapartidas políticas, rejeitando a ideia e reforçando que não abre mão de seus princípios. “Os fins não justificam os meios”, afirmou.

O episódio expõe um cenário de divisão dentro do PL no Ceará, especialmente diante da proximidade das eleições de 2026. Enquanto parte do partido avalia estratégias mais amplas de composição política, outra ala mantém resistência a alianças que envolvam adversários históricos, o que deve manter o tema no centro do debate nos próximos meses.

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