Guilherme: “Não cabe a nós deliberarmos sobre os nomes prioritários dos partidos”

Blog do  Amaury Alencar
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O líder do governador Elmano de Freitas (PT), Guilherme Sampaio (PT), indicou que seu partido vai aceitar os nomes escolhidos pelas legendas da base para a composição da chapa majoritária.

Na última semana, articulações em torno de novas possibilidades, como a do deputado federal Domingos Neto (PSD) a uma indicação ao Senado e a do presidente do Republicanos-CE, Chiquinho Feitosa, ao posto de vice, passaram a ser ambientadas no xadrez político ainda em deliberação pelas principais lideranças políticas governistas no Ceará: Elmano, os senadores Camilo Santana (PT) e Cid Gomes (PSDB) e o prefeito Evandro Leitão (PT).

Indagado pelo O Estado CE sobre uma eventual composição de chapa majoritária 100% masculina, considerando a posição de vice, o deputado estadual disse que a “discussão sobre nomes envolve, sobretudo, a deliberação dos partidos sobre quais nomes vão apresentar como prioritários para ou a chapa majoritária” e que “sem dúvida nenhuma os partidos consideram todos esses aspectos, inclusive os aspectos relacionados a gênero”, mas que “não cabe, por exemplo, a nós, do Partido dos Trabalhadores, deliberarmos sobre os nomes prioritários dos partidos”.

Em 2022, em que pese a candidatura oposicionista ter composto uma chapa só de homens – Roberto Cláudio, hoje presidente do União Brasil Fortaleza, e Domingos Filho, presidente do PSD Ceará – a chapa de Elmano teve como preocupação a destinação de vice a uma mulher, o que acabou sendo tarefa atribuída ao MDB.

A legenda do deputado federal Eunício Oliveira, presidente da sigla, indicou Jade Romero, que acabou indo este ano para o PT. No mês passado, Guilherme Sampaio afirmou não haver diálogos considerando lançar uma “chapa-pura”, posicionamento que tira Jade da majoritária.

Lia como eventual nome
Questionada pelo O Estado CE se estaria inclinada a ocupar a posição caso a vaga fique com o PSB, a deputada estadual Lia Gomes (PSB) disse que “nunca houve” articulação para tal finalidade e reiterou que vai tentar reeleição.

“Nunca conversei desse assunto com o Cid, nunca ventilamos essa possibilidade. Não tem menor sentido, [mas] as coisas mudam. Lia também declina do posto de vice ser possibilidade para o PSB. “Pelo que conheço, acho que ele não aceitaria ser candidato a vice, mas é só uma opinião. Não foi ele que me deu essa informação”. 

Ao comentar uma eventual possibilidade de chapa 100% masculina, o líder de Elmano citou a decisão do governador de compor “pela primeira vez na história” um secretariado paritário, “metade homens, metade mulheres”, sinalizando que poderia ser uma janela de compensação caso a chapa mista não se repita.

“O nosso partido e o próprio governador têm uma longa tradição de valorização das mulheres na política […] Mas é óbvio que esse debate envolve também os outros partidos […] temos que dialogar e respeitar os seus processos internos para definição dos nomes que vão sugerir para compor a chapa majoritária”.

“Fazer o que com o MDB”
Sobre a indefinição posta acerca dos espaços na majoritária, ao ser indagada pela reportagem diante das prospecções realizadas pelo PSD e pelo MDB e se seu irmão Cid Gomes tem comentado as articulação, já que ambos são também correligionários, Lia comenta que tem conversado pouco com o senador e que “essas discussões se dão mais num grupo restrito”.

A parlamentar, porém, confirma que há desconfortos na base acerca de negociações que envolvem indicações familiares do PSD. Como mostrou O Estado CE na semana passada, partidos do arco de Elmano têm exposto o argumento de “indicações familiares” e resistido à possibilidade da vice-prefeita Gabriella Aguiar (PSD) ocupar o posto de vice na chapa de outubro. Gabriella é filha de Domingos Filho.

“Eu converso mais com ele sobre as coisas de Sobral, sobre as articulações para minha eleição, mas até onde eu sei não tava nada certo ainda, que tava dentro desse quadro [indagado pela reportagem]. Não sei lhe dizer para onde vai essa essa aliança. Têm muitas possibilidades. Fazer o que com o MDB, para onde, que vaga que vai ocupar?”.

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