
O Ceará encerrou 2025 com acréscimo de 195.462 vínculos formais de trabalho em relação ao ano anterior, crescimento de 10,6%, desempenho superior à média nacional, que foi de 5%. O resultado colocou o Estado entre os principais destaques do País em geração absoluta de empregos formais, atrás apenas de São Paulo, Bahia e Minas Gerais. Os dados fazem parte da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgada nessa quarta-feira (13/05), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O avanço cearense acompanha o movimento de expansão observado no Nordeste, região que registrou o maior crescimento relativo do emprego formal no País, ao lado do Norte. No período, o Nordeste teve alta de 10,1%, com a criação de 1.076.603 vínculos. O desempenho reforça o peso da região na retomada do mercado formal e indica uma ampliação da base de trabalhadores com carteira assinada.
Nacional
No Brasil, o estoque de empregos formais chegou a 59.970.945 vínculos ativos, aumento de 2.838.789 postos frente a dezembro de 2024. O número de estabelecimentos também avançou, passando de 4,7 milhões para 4,8 milhões, crescimento de 2,1%. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o resultado engloba vínculos do setor privado, setor público, organizações sem fins lucrativos, pessoas físicas e outras formas de contratação formal.
As empresas do setor privado concentraram a maior parte dos vínculos, com 40.071.636 postos, o equivalente a 66,8% do total. O setor público respondeu por 14.125.683 vínculos, ou 23,6%. Já as organizações sem fins lucrativos somaram 3.959.493 postos, representando 6,6% do total, enquanto contratos com pessoas físicas e outras organizações chegaram a 374.420 vínculos, participação de 0,6%.
Durante a apresentação dos dados, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, avaliou que o mercado de trabalho vive um momento positivo, apesar do ambiente de juros elevados. “Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo”, afirmou.
O ministro também destacou o crescimento dos vínculos celetistas e da administração pública. Segundo Marinho, desde 2023 foram geradas mais 7,8 milhões de vagas formais no mercado de trabalho, com expansão relevante no setor público federal, estadual e municipal, impulsionada pela realização de novos concursos. O avanço do emprego público aparece como um dos fatores de sustentação do resultado nacional em 2025, especialmente no âmbito dos municípios.
Entre os celetistas, os vínculos não típicos representaram 10,68% do total, percentual próximo ao registrado no ano anterior, quando ficaram em 10,75%. A maior concentração desse tipo de vínculo aparece entre trabalhadores com jornada de até 30 horas semanais, que somaram 2.908.729 vínculos, e entre trabalhadores vinculados a pessoas físicas, com 1.422.938 postos. O dado indica estabilidade na participação dessas modalidades dentro do conjunto de empregos formais.
O setor de serviços concentrou o maior estoque de empregos formais do País, com 35.694.977 vínculos em 2025. Na sequência aparecem o comércio, com 10.486.872 postos; a indústria, com 9.016.940; a construção, com 2.956.623; e a agropecuária, com 1.812.263 vínculos. O peso dos serviços reforça a centralidade do setor na absorção de mão de obra e na sustentação do mercado formal brasileiro.