Reconhecimento facial deve reforçar segurança e ampliar capacidade da Arena Romeirão

Blog do  Amaury Alencar
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Torcida do Fortaleza no jogo Barbalha x Fortaleza, na Arena Romeirão, pelo Campeonato Cearense 2024

Torcida do Fortaleza no jogo Barbalha x Fortaleza, na Arena Romeirão, pelo Campeonato Cearense 2024 / Crédito: Mateus Lotif/Fortaleza EC


A Arena Romeirão, em Juazeiro do Norte, deve contar com tecnologia de reconhecimento facial como parte de um conjunto de medidas para reforçar a segurança e modernizar o acesso do público em dias de eventos. A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Déric Funck, do Ministério Público do Ceará (MPCE), em entrevista à rádio O POVO CBN Cariri.

Mesmo sem obrigatoriedade legal, já que a Lei Geral do Esporte exige o uso da biometria apenas em estádios com capacidade superior a 20 mil pessoas, o Governo do Estado sinalizou positivamente para a implantação do sistema no equipamento, considerado o maior do interior do Ceará. Essa iniciativa faz parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para adequação integral da Arena Romeirão, em Juazeiro do Norte, à Lei Geral do Esporte.

Segundo o promotor, a tecnologia permitirá um controle mais rigoroso da entrada de torcedores, contribuindo para a identificação de pessoas com restrições judiciais, como envolvidos em processos criminais, inadimplência de pensão alimentícia ou torcedores punidos com proibição de acesso a estádios. “Esse mecanismo traz muita segurança, porque você consegue fazer uma fiscalização plena, não apenas do acesso do torcedor, mas com relação a alguma restrição dele para que ele não esteja ali”, destacou.

 A instalação do reconhecimento facial integra um pacote de medidas previstas em um acordo firmado entre o MPCE e o Governo do Estado, com prazo de até 180 dias para implementação. Apesar de não ser obrigatória, a iniciativa é considerada um avanço na modernização da gestão do estádio.

Além da tecnologia, o promotor destacou que a liberação total da capacidade da Arena Romeirão ainda depende de ajustes estruturais, principalmente a instalação de grades disciplinadoras em áreas consideradas vulneráveis. Esses pontos, segundo ele, representam riscos relacionados à entrada irregular de torcedores ou de materiais ilícitos.

Com a adequação de todas as exigências previstas no acordo, não haverá impedimentos para que o estádio opere com sua capacidade máxima de público, de 17 mil pessoas.


                                                       o povo 

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