O diretório estadual do Partidos dos Trabalhadores (PT) poderá se reunir nos próximos dias para discutir as articulações para a disputa eleitoral deste ano. A sigla no Ceará deverá realizar o encontro após o Congresso Nacional do PT, que será realizado neste mês.
De acordo com o deputado estadual De Assis Diniz (PT), o partido ainda não realizou discussões após José Guimarães (PT) assumir o cargo de ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Lula. O deputado afirmou que o diretório estadual poderá se reunir após o 8º Congresso Nacional do PT, marcado para ocorrer entre os dias 24 e 26 de abril em Brasília. Na ocasião, De Assis também assume a vice-presidência nacional da sigla, após indicação de Guimarães.
O novo ministro de Lula tomou posse na SRI na última terça-feira, 14. Líder do Governo na Câmara dos Deputados, o petista realizava articulações para a corrida ao Senado.
Em dezembro de 2025, ele afirmou que o PT nacional “não abria mão” da pré-candidatura dele. Ainda no ano passado, em entrevista ao podcast Jogo Político, do O POVO, o ministro chegou a manifestar disposição para levar a questão para a disputa interna no voto dentro do PT.
Com a ida de Guimarães para o ministério e a saída da deputada federal Luizianne Lins (Rede) do partido, o PT não tem pré-candidatos ao Senado Federal. O amplo arco de alianças do governador Elmano de Freitas (PT) ainda conta com pré-candidatos de outros partidos para a disputa: os deputados federais Júnior Mano (PSB) e Eunício Oliveira (MDB), o presidente estadual do Republicanos, Chiquinho Feitosa (Republicanos).
O senador Cid Gomes (PSB) aparece entre os cotados para uma das vagas. Porém, o ex-governador já indicou que não deseja tentar reeleição e defende o nome de Júnior Mano para a disputa.
O PSD também busca espaço na chapa majoritária, com o presidente do partido no Ceará e ex-secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho (PSD), como possibilidade. O ex-secretário da Casa Civil, Chagas Vieira (PDT), também seria uma aposta do grupo ligado ao senador Camilo Santana (PT).
Questionado pelo O POVO neste domingo, 19, sobre o cenário da disputa pela Câmara Alta com a saída de Guimarães, o deputado estadual Guilherme Sampaio (PT) afirmou que os partidos da base “discutirão no momento oportuno a melhor composição para fortalecer a chapa e assegurar a continuidade do projeto político em curso”. O parlamentar também avaliou que o grupo tem como “trunfo” nomes com “força política e eleitoral”.
“Nossa aliança tem como trunfo a disposição de vários nomes com força política e eleitoral, aptos a serem candidatos. Portanto, a lógica que presidirá essa definição é o diálogo, tendo como pressuposto a maior representatividade política para favorecer a vitória eleitoral da chapa”.
O ex-deputado estadual Acrísio Sena (PT) avaliou que a saída de Guimarães da disputa traz “um cenário novo" que o partido ainda não discutiu. Ele também destacou que a prioridade da sigla é a reeleição de Elmano, mas indiciou que o novo cenário exige uma “reflexão aprofundada”.
“Traz um cenário novo em que o PT do Ceará ainda não debateu. Precisamos avaliar a composição da chapa majoritária com os nossos líderes Camilo e Elmano e tomarmos uma decisão que unifique o partido para a disputa. A prioridade do PT sempre foi a reeleição do governado Elmano. Mas, com certeza este novo cenário do Senado precisa de uma reflexão aprofundada no PT”.
Já a deputada estadual Larissa Gaspar (PT) reafirmou o apoio ao nome de Luizianne Lins para o Senado.
“Eu defendo a candidatura da companheira Luizianne Lins. É o nome que melhor representa a esquerda do Ceará, é uma mulher de luta, combativa, com plenas condições de fazer a defesa do governo do presidente Lula e de assegurar investimentos pro nosso Ceará!”, disse a deputada.
Antes mesmo da deputada federal decidir deixar a sigla petista, Gaspar já expressava apoio ao nome de Luizianne para o cargo, defendendo a presença de mais mulheres na política. Assim como a ex-prefeita, a deputada estadual recebeu convites de filiação da Rede Sustentabilidade e do Psol, mas diferente da ex-prefeita, decidiu seguir no PT.
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