
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os estados que não aderirem ao programa federal de subvenção ao diesel importado poderão enfrentar preços mais elevados do combustível. A medida integra o pacote do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter os impactos da alta internacional do petróleo sobre a economia brasileira, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Até o momento, ao menos 21 unidades da federação já sinalizaram adesão à proposta, incluindo estados de diferentes regiões e o Distrito Federal. Entre os que confirmaram participação estão Ceará, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul. A adesão majoritária reforça a estratégia do governo de dividir com os estados o custo da política, embora haja exceções, como Rondônia e Rio de Janeiro, que já informaram que não participarão do programa.
A proposta prevê um subsídio adicional de R$ 1,20 por litro na importação de diesel, a ser financiado conjuntamente pela União e pelos estados durante dois meses. O benefício se soma à desoneração de tributos federais, como PIS/Cofins, e ao subsídio de R$ 0,32 por litro anunciado anteriormente, elevando o total de incentivos para R$ 1,52 por litro. A iniciativa surge como alternativa à tentativa de zerar o ICMS sobre o combustível, medida que encontrou resistência entre os governadores.
Segundo a equipe econômica, o custo total da subvenção pode variar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões no período previsto, acima das estimativas iniciais. A divisão do ônus com os estados deve reduzir o impacto para a União a cerca de R$ 2 bilhões, valor que, de acordo com o governo, pode ser absorvido pelo Orçamento sem necessidade de novas medidas de arrecadação.
A política busca mitigar a pressão inflacionária decorrente da elevação do preço do petróleo no mercado internacional, que afeta diretamente o custo dos combustíveis e, por consequência, toda a cadeia produtiva, especialmente o transporte de cargas. O diesel é um insumo central para a logística brasileira, e variações expressivas em seu preço tendem a repercutir sobre alimentos, bens industriais e serviços.